Brasil

MÁFIA DO CIGARRO

PF prende pastor Márcio Poncio por lavagem de dinheiro no RJ

Investigação apura supostas ligações do empresário com um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho e à chamada Máfia do Cigarro

Da Redação

02 de julho de 2026 às 11:04 ▪ Atualizado há 4 horas

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  • Márcio Poncio, pastor e empresário, foi preso na quinta fase da Operação Unha e Carne, investigando a lavagem de dinheiro ligada ao jogo do bicho e à "Máfia do Cigarro" no Rio de Janeiro.
  • A ordem de prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
  • Outros alvos das prisões são Adilson Oliveira Coutinho Filho (Adilsinho) e o ex-deputado Rodrigo Bacellar.
  • Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, inclusive contra o ex-deputado Marco Antônio Cabral.
  • Márcio Poncio foi encontrado em um flat na Barra da Tijuca e é suspeito de vínculos com a "Máfia do Cigarro".
  • A operação busca aprofundar a investigação de Adilsinho como chefe do jogo do bicho e possíveis conexões com o Executivo e Legislativo do Rio.
  • Houve bloqueio de bens dos investigados, totalizando até R$ 22 milhões.
  • As investigações começaram na Operação Fumus, de 2021, sobre o monopólio de cigarros no Rio.
  • Desconfiança levantada por documentos sobre repasses a agentes políticos e parlamentares do Rio.
  • A Operação Unha e Carne está ligada à ADPF 635, incumbindo a PF de investigar organizações criminosas no Rio.

Pastor Márcio Poncio é preso pela Polícia Federal em nova fase da Operação Unha e Carne
Pastor Márcio Poncio é preso pela Polícia Federal em nova fase da Operação Unha e Carne

O pastor e empresário Márcio Poncio foi preso na manhã desta quinta-feira (2), durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho e à chamada "Máfia do Cigarro" no Rio de Janeiro.

A prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também expediu outros dois mandados de prisão contra o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar. Ambos já se encontravam presos.

Além das prisões, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos está o ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

Márcio Poncio foi localizado em um flat na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Pastor da Igreja da Nuvem e empresário, ele também é conhecido por ser pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio, ex-integrante da dupla UM44K.

De acordo com as investigações, Poncio é suspeito de manter ligações com a organização criminosa conhecida como "Máfia do Cigarro". Segundo a Polícia Federal, a nova etapa da operação busca aprofundar a apuração de indícios de lavagem de dinheiro envolvendo Adilsinho, apontado como um dos principais chefes do jogo do bicho no estado, além de investigar possíveis conexões do esquema com agentes públicos dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, limitado a R$ 22 milhões.

As investigações tiveram origem na Operação Fumus, deflagrada em 2021 para apurar o monopólio da comercialização de cigarros no Grande Rio. Na época, a Polícia Federal encontrou planilhas que indicavam supostos pagamentos irregulares, doações eleitorais e movimentações financeiras relacionadas à lavagem de dinheiro.

Segundo as apurações, esses documentos levantaram suspeitas sobre possíveis repasses de recursos a agentes políticos. A investigação também aponta que dezenas de parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro são investigados por suposto recebimento de valores provenientes do esquema criminoso.

A Operação Unha e Carne integra as ações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que atribuiu à Polícia Federal a condução de investigações sobre organizações criminosas e suas possíveis ligações com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.

Fonte: g1



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