Brasil

Contaminação de caranguejos

Mercúrio e chumbo são encontrados em caranguejos no Paraná

Estudo indica metais em caranguejos no litoral paranaense; pesquisadores alertam sobre riscos potenciais

Da Redação

27 de maio de 2026 às 09:06 ▪ Atualizado há 5 horas

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  • Pesquisadores encontraram mercúrio e chumbo em caranguejos no litoral do Paraná.
  • A pesquisa foi liderada por Cassiana Baptista Metri, da Unespar, no Programa Rebimar.
  • O estudo destaca os riscos desses metais para a saúde humana.
  • Contaminação varia por local e época do ano.
  • Pesca consciente e defeso são fundamentais para preservação dos caranguejos.
  • Pesquisa investiga como os caranguejos eliminam os metais.
  • Projeto apoiado pela Petrobras monitora 49 mil hectares de manguezais.
  • Manguezais são eficazes em sequestrar carbono e mitigar mudanças climáticas.

Mercúrio e chumbo são encontrados em caranguejos no Paraná

Pesquisadores identificaram a presença de mercúrio e chumbo em caranguejos no litoral do Paraná. A descoberta foi liderada pela professora Cassiana Baptista Metri, da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), como parte do trabalho do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar).

O levantamento destacou a necessidade de entender o impacto desses metais na saúde humana.

 "Tentamos entender o quanto o consumo de um caranguejo potencialmente contaminado pode prejudicar a saúde", afirmou Cassiana. Os metais foram encontrados de forma variável, dependendo do local e da época do ano.

O caiçara Antônio de Souza, que pesca caranguejos há quase 50 anos, destaca a importância do defeso para a preservação da espécie. "Sem o defeso, meu filho e neto não terão caranguejos para consumir", ressalta.

Pescador Antônio Souza no manguezal da Baía de Paranaguá

Além dos preocupantes resultados dos contaminantes, o estudo investiga como os caranguejos lidam com esses metais. Uma hipótese é que eles eliminem contaminantes através da troca de sua carapaça.

O projeto, apoiado pela Petrobras, também utiliza técnicas avançadas para monitorar a região, que possui 49 mil hectares de manguezais, uma área semelhante à cidade de Porto Alegre.

A oceanógrafa Sarah Charlier Sarubo também destacou a importância dos manguezais como "soluções baseadas na natureza" para mitigar problemas climáticos, graças à sua capacidade de sequestrar carbono de maneira mais eficiente do que outros biomas.

Pesquisadora Sarah Sarubo no manguezal

*Repórter e fotógrafo viajaram a convite da Petrobras.

Fonte: Agência Brasil



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