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COMBATE AO CRIME

Lula autoriza nomeação de mil policiais federais para reforçar combate ao crime

Decreto assinado pelo presidente nesta quarta-feira (22) convoca aprovados do cadastro de reserva; agentes, escrivães e delegados são prioridade no maior reforço da história da corporação

Da Redação

22 de abril de 2026 às 23:23 ▪ Atualizado há 7 horas

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  • O presidente Lula assinou um decreto para nomear 1.000 candidatos excedentes do último concurso da Polícia Federal.
  • A medida visa reforçar a segurança pública e combater o crime organizado, respondendo a um déficit de 2.508 cargos vagos.
  • As nomeações, priorizando cargos operacionais, ocorrerão ao longo de 2026, com destaque para 705 novos agentes.
  • O déficit compromete a capacidade da PF, cujas atribuições se expandiram para áreas sensíveis.
  • Este é o segundo ciclo de nomeações na gestão Lula, respeitando o limite orçamentário de 2026.
  • As 508 vagas restantes foram direcionadas para a proposta orçamentária de 2027.
  • As nomeações começarão no primeiro semestre de 2026, após o Curso de Formação Profissional.

O ministro Wellington Lima, Lula e o delegado Andrei, da PF
O ministro Wellington Lima, Lula e o delegado Andrei, da PF

Brasília – Em um movimento estratégico para fortalecer a segurança pública e intensificar o enfrentamento ao crime organizado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (22) o decreto que autoriza a nomeação de 1.000 candidatos excedentes do último concurso da Polícia Federal. A medida, publicada no Diário Oficial da União, representa um dos maiores reforços no efetivo da corporação na última década e atende a um cenário crítico de déficit de servidores .

As nomeações, que ocorrerão ao longo de 2026, priorizam cargos operacionais. Os 705 novos agentes serão o principal pilar do reforço, seguidos por 176 escrivães, 61 delegados, 38 peritos criminais e 20 papiloscopistas . A distribuição foi definida com base na demanda urgente por pessoal para investigações complexas e apuração de crimes cibernéticos e transfronteiriços .

Estratégia de combate ao crime

A decisão do governo federal responde a um diagnóstico alarmante: atualmente, a Polícia Federal possui 2.508 cargos vagos em seu quadro policial, com destaque para 1.522 posições de agente e 478 de escrivão . Este déficit compromete a capacidade de resposta da instituição, que nos últimos anos viu suas atribuições se expandirem para áreas sensíveis como a fiscalização de armas e munições .

"A nomeação destes profissionais é essencial para repor as perdas causadas por aposentadorias e ampliar a presença da PF em todo o território nacional", destacou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que recentemente afirmou que o ideal seria dobrar os atuais 15 mil servidores da ativa .

Impacto do governo Lula na segurança

Este é o segundo grande ciclo de nomeações da gestão Lula para a Polícia Federal. Além das mil vagas imediatas previstas no edital original, o governo já havia sinalizado a intenção de convocar até 1.500 excedentes adicionais, embora o limite orçamentário da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 tenha fixado o teto em mil provimentos neste ano .

As 508 vagas restantes solicitadas pela PF foram direcionadas para a proposta orçamentária de 2027, garantindo a continuidade do plano de recomposição . O concurso, que conta com 2.615 aprovados, possui cadastro de reserva mais do que suficiente para cobrir todas as demandas futuras da corporação.

Com a assinatura do decreto, o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) dará início aos trâmites para a convocação oficial. A expectativa é que os primeiros nomeados comecem a ser chamados ainda no primeiro semestre de 2026, passando pelo Curso de Formação Profissional antes de atuar nas fronteiras, portos, aeroportos e na repressão ao crime organizado em todo o Brasil.

Fonte: Agência Brasil