A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) está implantando uma Comissão Farmacoterapêutica para padronizar os medicamentos hospitalares, sendo possível assegurar um tratamento terapêutico racional e de baixo custo. A expectativa é que, de um elenco de mais de mil itens de medicamentos hospitalares, esse número seja otimizado para 600.
Para consolidar a lista de padronização, o diretor da Assistência Farmacêutica, Jean Batista, ressalta que a definição será baseada em um critério clínico: o melhor e mais seguro para cada situação. “Quando eu tenho um medicamento que tira o paciente de forma mais rápida da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), nós conseguiremos abrir oportunidade para outros pacientes terem acesso ao serviço, como também vai gerar economia para o hospital”, frisa.
“A partir do momento em que a Secretaria tem um norteador desse elenco de medicamentos, nós teremos a possibilidade de fazer um uso mais racional, mais econômico e uma gestão de estoque mais eficiente”, esclarece Wisllan César, coordenador de Medicamentos da Assistência Farmacêutica.
O projeto será implantando em todos os hospitais estaduais e regionais do Estado. A ideia foi discutida na quinta-feira (21), com os diretores e representantes das unidades de Teresina. Os hospitais, de acordo com o seu porte, terão que se adequar a esse padrão.
Álvaro Mota é procurador do Estado, advogado e presidente do Instituto dos Advogados Piauienses (IAP). Na área acadêmica, atua como professor, sendo mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito (UFPE) e doutor em Direito Administrativo (PUC-SP).