Maternidade Evangelina Rosa, em Teresina
Uma comissão de vereadores de Teresina vistoriou, nessa quinta-feira (17), as dependências da Maternidade Dona Evangelina Rosa para acompanhar de perto a realidade dos profissionais e pacientes da unidade de atendimento. De acordo com a presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereadora Teresa Britto (PV), o relatório detalhado da vistoria será encaminhado ao Ministério da Saúde e demais órgãos da saúde do Estado e do Município e apresentado à sociedade no próximo dia 14 de janeiro.
“Num primeiro momento pudemos perceber que são muitos os problemas da maternidade: desde problemas estruturais à carência de profissionais. Vamos elaborar o relatório oficial e apresentar ao Ministério da Saúde, Ministério Público Federal e Estadual, Governo do Estado e Prefeitura de Teresina”, diz Teresa Britto, enfatizando que o índice de mortalidade registrado na maternidade é de 27%, números bem superiores à média nacional (15%) e mundial (9%).
A diretora administrativa da Maternidade Dona Evangelina Rosa, Lilian Meireles, mostrou aos parlamentares as instalações da unidade de atendimento e reforça a importância de um esforço conjunto dos poderes para amenizar a situação.
“A Secretaria de Saúde já abriu sindicância para apurar esse alto índice de mortes e estamos trabalhando para mudar esse quadro. O maior problema que enfrentamos é o fato de a maternidade, que deveria atender apenas casos de alta complexidade, acaba atendendo todas as ocorrências, tanto de todo o estado como de estados vizinhos. A superlotação é uma realidade”, comenta.
Também participaram da vistoria à maternidade as vereadoras Celene Fernandes (SD) e Teresinha Medeiros (PPS) e o vereador R. Silva (PP).
Álvaro Mota é procurador do Estado, advogado e presidente do Instituto dos Advogados Piauienses (IAP). Na área acadêmica, atua como professor, sendo mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito (UFPE) e doutor em Direito Administrativo (PUC-SP).