Olhe Direito!

Programa de tabagismo contribui para a redução de fumantes

Teresinha

09 de novembro de 2015 às 15:11


Cigarro
Cigarro
Uma pesquisa recente do Ministério da Saúde indicou uma redução na prevalência de fumantes no Brasil nos últimos cinco anos. A Prefeitura de Teresina tem contribuído para estes números mantendo ações de combate ao tabagismo em suas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais.

A análise, realizada pelo Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (INCA), em parceira com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicou que o percentual de fumantes acima de 18 anos entre os homens caiu de 22,8% em 2008 para 18,7% em 2013. Entre as mulheres, a redução foi de 13,8% para 10,8%.

Em Teresina, o Programa de Controle do Tabagismo está implantado nas UBS do Poty Velho, Povoado Bela Vista Rural, Cacimba Velha, Santa Luz, Vila da Paz e Portal da Alegria – estas duas já estão com suas segundas turmas abertas. Cada turma deve ser formada por sete a nove participantes. “Atualmente, 48 pessoas estão sendo acompanhadas pelo programa, numa média de idade de 50 a 60 anos”, informa Clara de Assis, da Gerência de Ações Programáticas da FMS.

O trabalho consiste em reuniões que acontecem semanalmente no primeiro mês, quinzenalmente no segundo mês e mensalmente a partir do terceiro mês de programa, até que o usuário complete um ano. Durante este tempo, o fumante recebe informações e estímulos para uma vida sem cigarro, além de tirar suas dúvidas e conversar com profissionais e pessoas com problemas semelhantes.

“As reuniões nós organizamos rodas de conversas, seguindo as bases da metodologia cognitiva-comportamental”, explica Clara de Assis. “Procuramos detectar as situações de risco que levam o indivíduo a fumar, e a partir disso desenvolvemos estratégias para enfrentamento dessas situações, visando não só a cessação do tabagismo, mas também a prevenção de recaídas”, completa ela.

O tabagismo continua a ser um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil. Em 2011, o tabagismo foi responsável por 147 mil óbitos, 157,1 mil infartos agudos do miocárdio, 75,6 mil acidentes vasculares cerebrais e 63,7 mil diagnósticos de câncer.
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Álvaro Mota é procurador do Estado, advogado e presidente do Instituto dos Advogados Piauienses (IAP). Na área acadêmica, atua como professor, sendo mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito (UFPE) e doutor em Direito Administrativo (PUC-SP).



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