Olhe Direito!

Portaria muda financiamento de cirurgia eletiva

Teresinha

24 de julho de 2015 às 13:07


Médico
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 O Ministério da Saúde mudou a estratégia de investimento em cirurgias eletivas, ou seja, aquelas que são agendadas. Foi publicada ontem (23), no Diário Oficial da União, portaria que muda a foma de financiamento de cirurgias de média complexidade em áreas como angiologia, ortopedia e urologia.

Pelas regras anteriores, as secretarias de Saúde só poderiam receber novos recursos para cirurgias eletivas se tivessem gastado todo o montante passado para cada uma das categorias. Ou seja, se usasse todo o dinheiro do componente de especialidades e procedimentos prioritários, não poderia receber mais incentivos financeiros para as mesmas especiaidades sem que tivesse utilizado o valor de cirurgias de catarata e procedimentos cirúrgicos eletivos de média complexidade.

Além da mudança, a portaria também libera R$ 143,2 milhões, previstos no Orçamento da União, aos estados e municípios para essas cirurgias. Os valores foram definidos com base em estudo comparativo da frequência de cirurgias eletivas feitas em anos anteriores pelos estados, Distrito Federal e municípios. A transferência dos recursos fica num fundo e só é repassado depois da execução das cirurgias.

O número de cirurgias eletivas no Brasil cresceu 11,7% em dois anos, passando de 2.120.580, em 2012, para 2.370.039 no ano passado. No mesmo período, o investimento do Ministério da Saúde saltou de R$ 1,04 bilhão para R$ 1,33 bilhão (crescimento de 27,2%).
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Álvaro Mota é procurador do Estado, advogado e presidente do Instituto dos Advogados Piauienses (IAP). Na área acadêmica, atua como professor, sendo mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito (UFPE) e doutor em Direito Administrativo (PUC-SP).



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