Olhe Direito!

FMS capacita gestores sobre dispensação de medicamentos

Teresinha

24 de julho de 2015 às 15:07


Secretário Luciano Nunes (PSDB)
Secretário Luciano Nunes (PSDB)
Apoiadores da atenção básica e diretores de regionais da Fundação Municipal de Saúde (FMS) estiveram reunidos na manhã desta sexta-feira (24) no auditório da instituição para tratarem dos avanços que ocorreram na assistência farmacêutica e normatização para o tratamento da sífilis no âmbito da saúde pública municipal.

Durante o encontro a chefe da Assistência Farmacêutica da FMS, Juliana Lima Nascimento, explicou aos presentes a Portaria nº 04/2015, de 09 de julho de 2015, da Secretaria Municipal de Saúde, que dispõe sobre questões técnicas e administrativas relacionadas à prescrição e dispensação de medicamentos no âmbito das unidades públicas pertencentes à rede municipal de saúde de Teresina.

Também durante a reunião o gerente de Ações Programáticas da FMS, Carlos Brito, falou sobre a nova nota técnica relacionada ao tratamento da sífilis na rede pública de saúde. "Estamos distribuindo a nota de recomendação que disciplina o uso da Penicilina no tratamento da sífilis e tirando dúvidas que possam restar sobre o uso do medicamento citado", explicou ele.

O diretor de Ações Assistenciais da FMS, Francisco Pádua de Sá explicou sobre a portaria que fala da prescrição e dispensação de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde. “Nós já temos o instrumento feito, que é a Portaria n°04/2015, agora falta a ampla informação aos profissionais de saúde para que o que é proposto no documento seja realizado efetivamente na prática”. Para Juliana Lima, da Assistência Farmacêutica, a portaria foi feita porque a demanda de serviços de saúde é crescente e as equipes técnicas dos órgãos gestores de saúde perceberam necessidades e fizeram o atual documento.

Francisco Pádua de Sá completou ainda sobre a questão do uso da Penicilina nas Unidades Básicas de Saúde, que deve ser estimulado e feito da forma correta. Para isso, todos os profissionais de saúde, principalmente os que atuam na sala de procedimentos, precisam saber das informações sobre o medicamento e as possíveis reações a ele.

O Ministério da Saúde exigia que a aplicação da Penicilina fosse feita apenas em local com cobertura de urgência e emergência, pois o paciente poderia ter algum tipo de reação à medicação.

"Mas isso foi revisado pelo Ministério quando perceberam, através de parecer de autoridades, que o risco de reação é muito baixo em relação ao benefício do medicamento Penicilina, que é o mais efetivo para tratar a sífilis. Cada Unidade Básica de Saúde (UBS), apesar de não ter atendimento de emergência, tem um kit com materiais que atendem emergencialmente pacientes que venham a ter algum tipo de reação à Penicilina e o que queremos agora é que todos os profissionais saibam utilizar esse kit”, disse Carlos Brito.
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Álvaro Mota é procurador do Estado, advogado e presidente do Instituto dos Advogados Piauienses (IAP). Na área acadêmica, atua como professor, sendo mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito (UFPE) e doutor em Direito Administrativo (PUC-SP).



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