Por Deusval Lacerda de Moraes
A vida é assim, a humanidade não pode perder a expectativa nem a perspectiva de evoluir. Por isso que existem os povos civilizados e/ou desenvolvidos e os povos subdesenvolvidos e/ou terceiro-mundistas. A linha divisória entre esses dois mundos é perfeitamente visível, detectada, pela visão de mundo entre ambos. No primeiro, os povos já ultrapassaram a barreira das barbaridades humanas e inoculou no seu arcabouço jurídico-institucional-governamental-cultural as bandeiras do respeito e das garantas dos direitos fundamentais e individuais da pessoa humana na busca de uma sociedade justa, pacífica e que todos tenham a oportunidade de exercer o livre-arbítrio, soberania e conquistar o lugar ao sol. A segunda, os povos ainda ficam patinando para se livrar dos grilhões arcaicos, antiquados e perversos do desrespeito e achincalhamento aos direitos humanos, ao racismo, ao segregacionismo, ao preconceito de gênero e à psicose da injustiça social. O prêmio acima da TV francesa, apenas esboça o principal problema brasileiro, o de muitas pessoas não enxergarem ainda que o mundo está globalizado e na era da tecnologia digital, portanto, não cabendo no seu sistema político a persistência dos seus vícios e defeitos herdados ainda dos ciclos colonial e imperial. É preciso que essas pessoas passem primeiramente por transformações culturais e comportamentais para o Brasil se libertar desse atraso contumaz. Vamos lá, gente, coragem!
Deusval Lacerda é natural de São João do Piauí. É economista e advogado.