Por Deusval Lacerda de Moraes
Este 1 de maio de 2018 não é mais tão representativo no Brasil. Pois o retrocesso vigente conspirou para o Dia do Trabalho não ser muito alvissareiro nesta Pátria de cruciantes desigualdades sociais.
O atentado aos direitos obreiros começou com o golpe parlamentar-constitucional-judicial de agosto de 2016, que, além de desconstruir o Estado Democrático de Direito, precarizou o trabalho no Brasil.
Para se ter ideia, o Brasil, nesta quadra dramática, possui uma legião de desempregados, de subempregados e aumenta cada vez mais o trabalho informal, subterrâneo, desregulamentado.
Para piorar ainda mais as coisas, foram aprovadas também medidas sobre o trabalho terceirizado nas atividades-afins, que banaliza a profissionalização e barateia a remuneração do trabalhador.
Ademais, o golpismo trabalhista, a serviço do capital selvagem e do rentismo, persegue ferozmente aqueles que têm como bandeira a defesa da classe trabalhadora.
Nessa cruzada revanchista foi cerceada a liberdade do ex-presidente Lula, líder inconteste dos trabalhadores brasileiros.
Assim, o Brasil da força do trabalho que alavanca a riqueza da Nação está garroteado. E que o Dia do Trabalho seja aproveitado como reflexão para a classe dirigente nacional rumar o País efetivamente para melhores dias para todos.
Deusval Lacerda é natural de São João do Piauí. É economista e advogado.