Blog do Deusval

Não à barbárie política!

Teresinha

14 de outubro de 2018 às 11:10


Por Deusval Lacerda de Moraes 

Iniciei nos estudos em meados da década de 1960, e o Brasil na época estava sob o Golpe Militar de 1964, que desaguou na escuridão dos Anos de Chumbo de 1968, que culminou na perseguição sistemática dos adversários do regime com prisões, torturas, deportações e mortes. 

Seguindo nos estudos, tive notícias dos países democráticos europeus e ocidentais, e aí, como gosta de dizer o jornalista Mino Carta, passei a indagar aos meus botões, como pode um País gigante como o Brasil viver sob o Regime Militar? Como nossa sociedade pode admitir que a caserna é mais apropriada para governar do que a sociedade civil?

Fui buscar essas respostas na historiografia política brasileira, e pude observar os erros, vícios e defeitos que a classe dirigente nacional sempre foi envolvida para que o setor público fosse meramente instrumento dos seus privilégios, benesses e interesses. 

Não obstante, achava que, com a quedo do regime de força e o advento da Nova República em 1985, que instaurou no País o Estado Democrático de Direito, a realidade golpista estaria fora de qualquer cogitação como modelo de organização governamental. 

Eis o meu engano com malfeitos que ainda estão contaminados a elite, a direita e o patronato midiático que desfecharam o golpe parlamentar-constitucional-judicial em 2016, e que está morrendo de inanição e à míngua. 

Entretanto, nas atuais eleições, cujo segundo turno será no dia 28 próximo, e que apresentam como candidatos um homem de academia, da diplomacia, da administração pública moderna, do humanismo e da inclusão social, ou melhor, estadista, do quilate do Fernando Hadadd, e do outro lado um exemplar do troglodita-nazifascista-brucutu. 

O pleito eleitoral presidencial chama a atenção pelo motivo das candidaturas dos próceres golpistas naufragarem, mas como a elite, a direita e o patronato midiático não abrem mão do atraso, vícios e malfeitos inerentes à sua natureza, agora bandearam para a candidatura infundada da extrema-direita. 

E por isso estão se utilizando de todas as manobras possíveis, típicas dos países terceiro-mundistas, para eleger candidato sem propostas num sistema cujo maior mérito é exatamente aprofundar as propostas a serem implementadas no País, inclusive, destroçado pelo próprio golpe. 

Cabe ao povo brasileiro não cair nos ardis da elite, da direita e do patronato midiático, pois quando apresentam candidato medíocre, despreparado e neófito que corre dos debates, é porque eles querem governo para servi-los e para mamar nas suas tetas. Veja o caso do desastrado governo Temer, eles não estão nem aí que seja ruim para o Brasil, pois já chuparam o seu tutano até jogarem o osso fora. Agora querem o do boçal para ficarem quatro anos que nem percevejos, sugando até a última seiva das benesses públicas. 

Não vou discutir o anticristão que o tal candidato representa, além de outros males que no passado serviram de suporte para o apogeu da crueldade humana, por serem desnecessários, já que seus adeptos querem mesmo semear a maldição para todos no Brasil.

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Deusval Lacerda é natural de São João do Piauí. É economista e advogado.



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