Por Deusval Lacerda de Moraes
Nunca se viu na história pátria preso tão querido como o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Até os que lhe prenderam, incrivelmente, sabem o bem que ele representa para a sociedade brasileira. E o encarceraram exatamente para evitar que ele fizesse o bem ainda mais a todos, indistintamente. Foi medida de contrassenso monumental. Não há quem entenda, em sã consciência, o que realmente aconteceu. Por isso que o líder petista recebe homenagem no mundo inteiro. E a de hoje é bastante representativa por ser premiado pelo Festival Cinema de Direitos Humanos de Madrid, Espanha. Foi um tapa na cara dos seus algozes, porque criminoso algum recebe prêmio internacional de direitos humanos, em razão da contradição. Só um Inocente preso angaria premiação dessa magnitude. E mesmo assim os seus verdugos dormem a noite toda com a consciência do dever cumprido à elite, à direita e ao patronato midiático. São, inacreditavelmente, desprovidos de qualquer sensibilidade, sentimento de justiça e dos valores do cristianismo. São, na verdade, robôs a serviço do conservantismo anacrônico do vetusto jogo do poder nacional.
Deusval Lacerda é natural de São João do Piauí. É economista e advogado.