Por Deusval Lacerda de Moraes
O problema do Brasil não são os absurdos que acontecem no seu dia a dia, mas as ocorrências fora do limite do suportável.
Em País desenvolvido não existe ruptura na democracia, mas aprimoramento do Estado Democrático de Direito. Aqui, está-se ainda no tempo do golpe parlamentar-constitucional-judicial.
Nos registros da historiografia política das rupturas primeiro-mundistas, observa-se que tais obscurantismos políticos foram a favor de quem exercia liderança nacional. Já, no Brasil, é em benefício de figura manjada para tirar proveito da situação.
Ao assumir o poder por meio do golpe, Temer não teve nenhum pudor, formou o seu núcleo duro do poder, ou seja, nomeou para o Planalto quem já tinha longa folha corrida no crime contra o Estado.
Eliseu Padilha quando sair do cargo vai direto para a prisão. Moreira Franco, idem. Geddel Vieira Lima já está na Papuda. Já visitaram as celas Rocha Loures, Sandro Mabel e Tadeu Filippelli.
Foi preso o ex-assessor José Yunes. Está preso também o coronel da polícia de São Paulo, João Batista Lima Filho, amigo do peito e acusado de laranja.
A pergunta que não se cala: escolheu-se Temer para isso ou por causa disso ele foi escolhido? Sinceramente, do jeito que as coisas estão, acredita-de que foram pelas duas causas.
Por isso que o time nomeado pelo presidente sem qualquer contestação partidária ou dos golpistas são amigos desse naipe.
Assim, o Brasil, em plena era da tecnológica e da comunicação digital, está desconectado com o que há de melhor na geopolítica mundial para que as coisas girem para todos e, assim, formar corja fora dos limites para que tudo gire em torno somente deles.
Deusval Lacerda é natural de São João do Piauí. É economista e advogado.