Por Deusval Lacerda de Moraes
Todos sabem que o Brasil na manutenção dos seus vícios e defeitos políticos arraigados nunca levou a democracia a sério.
Talvez a razão das dificuldades em que sempre padeceu a grande maioria do seu povo em contraposição ou salvaguarda dos seus mandarins históricos.
No vaivém dessa sístole e diástole democrática faz com que a sua classe dirigente não se adapte ao Estado Democrático de Direito.
O que leva boa parte da população brasileira a não respeitar ou valorizar o sistema democrático como condutor natural do aprimoramento institucional e governamental do Estado.
Motivos históricos têm para citar, mas fica mesmo no golpe parlamentar-constitucional-judicial de 31 de agosto de 2016 que rasgou a Constituição de 1988.
Como desaguadouro, veio a deflagração presidencial de 2018 que tudo ocorreu para conspurcar o processo eleitoral a favor do servilismo da extrema-direita.
O resultado se vê na montagem da equipe de governo que não oferece confiabilidade de que esteja à altura dos problemas nacionais.
Também se desume dos fatos e controvérsias envolvendo a figura do eleito, da sua família, de certos amigos e agraciados com cargos na máquina pública que estão deixando a sociedade pátria um pouco desacreditada no porvir.
Assim, não há o que tergiversar ou experimentar, pois só existe uma saída para uma sociedade exorcizar os seus pecados e galgar o seu desenvolvimento, é por meio do aformoseamento do Estado Democrático de Direito.
Deusval Lacerda é natural de São João do Piauí. É economista e advogado.