A proprietária da Botoclinic, Jéssyca Nunes, afirmou que tem recebido mensagens de ódio após a repercussão do caso do jornalista Felipe Pereira, que apresentou uma ptose palpebral, queda da pálpebra, após uma aplicação de toxina botulínica (botox) realizada na clínica.
No vídeo publicado nas redes sociais, ela pediu que os ataques parem e disse que, apesar das críticas, também tem recebido apoio de pacientes.
"Queria pedir que as pessoas que estão destilando ódio parassem, porque isso é muito pesado. Sério, muito pesado"
No pronunciamento, a empresária disse que decidiu gravar o vídeo para tranquilizar pacientes e esclarecer alguns pontos sobre o caso. Segundo ela, embora não tenha sido a profissional responsável pela aplicação da toxina, é a responsável técnica e proprietária da unidade.
A empresária explicou que demorou a se posicionar porque o caso envolve questões jurídicas e éticas.
"Queria pedir desculpas até pela demora de um posicionamento. São muitas questões envolvidas, questões jurídicas e éticas que a gente tem que observar. Não é uma coisa que a gente simplesmente abre a câmera e grava um posicionamento. Existem inúmeras outras questões além disso", afirmou.
A empresária Jéssyca Nunes também negou que a clínica tenha deixado de prestar assistência ao jornalista Felipe Pereira. Ela afirmou que, desde o primeiro momento, buscou orientar o paciente e oferecer alternativas para amenizar os efeitos da complicação.
"Aconteceu a intercorrência, a clínica não se omitiu em nada. Desde o primeiro momento eu prestei todo o auxílio a ele. Me propus a buscar tratamentos, a buscar soluções. A clínica se dispôs desde o início e eu, pessoalmente, me dispus a auxiliar em tudo o que fosse necessário. Então, não houve omissão", disse.
A proprietária ainda destacou que a ptose palpebral é uma intercorrência prevista na bula da toxina botulínica e que qualquer procedimento estético pode apresentar riscos, mesmo quando realizado por profissionais habilitados.
Segundo ela, o profissional responsável pela aplicação é qualificado e a clínica nunca havia registrado outro episódio semelhante. A empresária também informou que Felipe Pereira é paciente da unidade desde 2021 e que nunca havia apresentado qualquer complicação em procedimentos anteriores.
Ao final do pronunciamento, a empresária voltou a pedir que as mensagens ofensivas cessem e afirmou que a situação tem sido difícil de enfrentar.
"Quero passar para tranquilizar quem está preocupado comigo. Estou bem, estou tranquila. É uma situação que poderia ter acontecido com qualquer profissional que execute o procedimento. Qualquer profissional está passível de uma intercorrência. Queria pedir que as pessoas que estão destilando ódio parassem, porque isso é muito pesado. Sério, muito pesado."