A economia brasileira cresceu 0,7% na passagem de abril para maio, conforme aponta o Monitor do PIB, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelo consumo das famílias.
No período de três meses encerrado em maio, a economia ganhou 1,9% em comparação com o mesmo trimestre de 2025. A variação positiva acumulada nos últimos 12 meses ficou em 1,7%, mostrando sinais de desaceleração em relação aos 3% de março e aos 3,8% de maio do ano passado.
O consumo das famílias teve um crescimento de 3,3% até maio, alavancado por serviços e bens duráveis, marcando o maior nível desde o final de 2024. Segundo Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, o consumo familiar foi determinante para o resultado positivo, embora haja fragilidades na estrutura econômica.
O estudo, que utiliza dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária, identifica que a economia está dependente do consumo doméstico, enquanto exportações e investimentos mostram quedas.
A taxa de investimento da economia foi estimada em 18,6% em maio, a segunda maior do ano. O Monitor do PIB serve como um indicador econômico, junto ao Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que indicou uma expansão de 0,1% entre abril e maio.
A expectativa do mercado para o crescimento econômico até o final de 2026 é de 1,99%, segundo o relatório Focus. A tabela oficial do PIB, divulgada trimestralmente pelo IBGE, apontará os resultados do segundo trimestre de 2026 no dia 1º de setembro.