A preocupação com segurança e privacidade é hoje o principal motivo para que pais evitem que crianças e adolescentes tenham celulares. Essa é uma das conclusões do módulo sobre tecnologia da informação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Pela primeira vez desde 2016, houve uma redução na proporção de crianças entre 10 e 13 anos que possuem celular. Em 2025, 55,2% dos jovens nessa faixa etária tinham o aparelho, uma queda de 1,5 ponto percentual em relação a 2024.
O principal motivo citado para essa diminuição foi a preocupação com privacidade e segurança, com 32% das citações, aumentando 7,8 pontos percentuais em comparação a 2024. Em anos anteriores, o custo do aparelho era a principal justificativa.
O analista do IBGE, Gustavo Fontes, destacou que este grupo foi o único a registrar queda na posse de celulares, enquanto outras faixas etárias continuaram a crescer, atingindo 89,8% da população geral.
Além disso, a pesquisa revelou uma ligeira redução no acesso à internet para essa faixa etária, passando de 84,9% para 84,4%. Entre os adolescentes de 14 a 19 anos, houve estabilidade no uso da internet, que subiu de 89,2% para 90,5% na população geral.
Entre os idosos, o uso de internet cresce: 74,5% dos brasileiros acima de 60 anos acessavam a rede em 2025, um aumento de 4,4 pontos percentuais em relação a 2024. Já a posse de celulares entre esse grupo subiu para 80,3%.