Ex-repórter da Globo deixa telejornalismo e abraça tema do sexo

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Na edição deste mês de maio, IMPRENSA trouxe matéria de capa sobre os jornalistas que trabalham no segmento erótico no país. Além das assessoras especializadas no mercado erótico, confira abaixo o perfil de mais dois jornalistas para quem o sexo e o erotismo vão muito além das quatro paredes.

DA GLOBO AO EROS

Aparecer na telinha segurando um microfone da Rede Globo faz parte do imaginário de muitos jornalistas – focas ou não. Formada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a recifense Julieta Jacob chegou lá. Foi repórter global na sucursal de Recife, passando ainda pela TV Cultura local e TV Brasília.


Apesar do bom currículo em TV, ainda guardava na manga o projeto da vida. “Fiz jornalismo e queria muito me especializar em sexualidade. Mas queria estudar o tema como alguém que se especializa em uma área, como uma jornalista de economia ou de política”, conta.


Em 2008, deu os primeiros passos rumo ao sonho profissional quando passou uma temporada no Canadá. Além de estudar inglês e trabalhar em um blog para comunidade brasileira – “Oi Toronto” –, aproveitou para cursar disciplinas de sexualidade na faculdade local.


Há um ano e meio mergulhou fundo no assunto em um curso de capacitação no Recife, aberto a profissionais de várias áreas. “Em geral, são cursos direcionados a psicólogos e médicos. Graças a Deus, depois de uma longa pesquisa, encontrei este curso, que está terminando”.


Durante a empreitada, criou o blog Erosdita, no ar há um ano. “Antes, dividia o blog com meu último emprego. Mas, de novembro para cá, larguei tudo e falei: ‘Vou fazer só o blog, vou ser uma jornalista para assuntos sexuais’”, explica.


Além de artigos e matérias, responde dúvidas dos internautas e apresenta temas variados no webprograma “Sexo a Duas”, ao lado da colega Rebecca Spinelli. “O blog vai desde higiene íntima até sex toys. Ou seja, é uma sexualidade que vai desde a gestação até a terceira idade.”


Julieta explica que a atração pelo tema veio da falta de informação sobre educação sexual durante a adolescência, tanto na escola, quanto dentro de casa. “Por isso, além de jornalístico, tem um elemento de educadora também.”


A jornalista garante que o Erosdita, que tem parceria com o Uol, chega a ter 2.500 acessos por dia quando são lançados novos programas do “Sexo a Duas”. Por mês, ela contabiliza de 40 a 50 mil pageviews.


Apesar de não alimentar tabus no tema do sexo, Julieta diz buscar certa elegância na abordagem do assunto. “A sexualidade e o erotismo são muito cheios de deturpações e vulgaridades”, argumenta. O que não impede, vez ou outra, que equívocos aconteçam. Mas, nada sério...


“Minha vó já disse: “Minha neta saiu da Globo para escrever sacanagem (risos). Mas, as amigas que me conheciam mesmo me disseram que o projeto é a minha cara”, finaliza.