Em pleno Dia dos Namorados, enquanto muitos celebram a vida a dois, uma reflexão importante ganha espaço: é possível ser feliz sozinho? Para a psicóloga especialista em relacionamentos Sileli Santiago, a resposta é sim. Segundo ela, desenvolver o amor-próprio e aprender a aproveitar a própria companhia é fundamental para construir relações mais saudáveis e duradouras.
O tema foi debatido durante o Podcast Mulher Mais, do Portal Piauí Hoje, apresentado pela jornalista Natalia Costa e a cientista política Ozeli Santos. Durante a conversa, a especialista abordou um dos questionamentos mais frequentes da atualidade: por que os relacionamentos estão acabando tão rápido?
A gente vive uma época em que tudo é muito rápido. As pessoas querem resultados imediatos e, muitas vezes, não estão dispostas a enfrentar os desafios que fazem parte de qualquer relacionamento. Quando surgem os primeiros problemas, algumas pessoas acreditam que o amor acabou, quando, na verdade, é justamente nesse momento que o relacionamento começa a exigir maturidade.
É possível superar o fim de um relacionamento?
Outro tema discutido foi o término amoroso. Para a psicóloga, o fim de uma relação pode ser uma das experiências mais dolorosas da vida, mas também pode representar uma oportunidade de crescimento pessoal.
Segundo a especialista, o processo de superação exige tempo, acolhimento emocional e autoconhecimento. Ela destaca que não existe um prazo definido para curar a dor de uma separação, mas ressalta que respeitar os próprios sentimentos é essencial para seguir em frente.
A terapeuta afirma que muitas pessoas tentam preencher imediatamente o vazio deixado pelo término, iniciando novos relacionamentos sem elaborar adequadamente o luto amoroso. Essa atitude, segundo ela, pode dificultar ainda mais a recuperação emocional.
Traição: é possível perdoar e voltar a confiar?
Um dos assuntos que mais despertou interesse foi a traição. A psicóloga explicou que não existe uma resposta única para todos os casos e que a possibilidade de reconciliação depende da história do casal, do arrependimento de quem traiu e da disposição dos dois em reconstruir a relação.
A psicóloga destacou que perdoar não significa esquecer o ocorrido, mas sim decidir seguir em frente sem carregar o peso constante da mágoa. No entanto, ela ressalta que a confiança não é recuperada da noite para o dia.
Quando existe uma traição, a confiança é quebrada. Ela pode ser reconstruída, mas exige compromisso, transparência e muito diálogo. Não basta apenas pedir desculpas. É preciso demonstrar, através das atitudes, que houve mudança.
Como encontrar um relacionamento saudável?
Outro ponto abordado no programa foi a busca por um parceiro amoroso. Segundo Sileli, muitas pessoas procuram alguém para preencher vazios emocionais, quando o ideal seria construir uma relação a partir da completude individual.
Ela destaca ainda que relacionamentos saudáveis costumam surgir quando as pessoas estão abertas a conhecer o outro sem criar expectativas excessivas ou tentar moldar alguém para atender às próprias necessidades.
A importância da solitude no Dia dos Namorados
Para quem está solteiro neste Dia dos Namorados, a especialista deixa uma mensagem de acolhimento e reflexão. Segundo ela, a felicidade não deve estar condicionada à presença de um parceiro amoroso.
A terapeuta explica que a solitude é a capacidade de desfrutar da própria companhia de forma positiva, sem que isso seja confundido com solidão. Aprender a estar bem consigo mesmo fortalece a autoestima, melhora os relacionamentos futuros e reduz a dependência emocional.
O amor mais importante da nossa vida é aquele que construímos com nós mesmos. Quando aprendemos a nos respeitar, nos valorizar e a gostar da nossa própria companhia, passamos a fazer escolhas mais conscientes também nos relacionamentos.
Celebrado em 12 de junho no Brasil, o Dia dos Namorados é uma data tradicionalmente associada ao amor romântico. Mas, para além dos presentes e declarações, a ocasião também pode servir como um convite para fortalecer a relação mais duradoura que existe: a que cada pessoa constrói consigo mesma.
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