Saúde e segurança
Da Redação
06 de maio de 2026 às 17:34 ▪ Atualizado há 58 minutos
A Anvisa anunciou um plano de farmacovigilância ativa para monitorar os efeitos colaterais de canetas emagrecedoras. A mudança envolve a realização de um monitoramento proativo em parceria com estabelecimentos de saúde.
O foco está em identificar, sistematicamente, possíveis reações adversas de medicamentos agonistas do receptor do GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras. Esta decisão é uma resposta ao "crescimento expressivo do consumo" e às complicações crescentes, segundo o diretor Thiago Lopes Cardoso Campos.
Entre 2018 e março de 2026, foram registradas 2.965 notificações de eventos adversos, especialmente em 2025, com destaque para a semaglutida.
“Estamos diante de medicamentos com benefícios para diabetes e obesidade, mas cujo uso se expandiu para situações não aprovadas”, destacou Campos.
Campos alertou sobre o risco de produtos falsificados, que podem ser manipulados inadequadamente ou ter origem desconhecida. A venda desses medicamentos é crime previsto no artigo nº 273 do Código Penal.
“Medicamentos sem garantia representam risco sanitário gravíssimo, podendo levar a danos irreversíveis.”
A iniciativa inclui a Rede Sentinela e a HU Brasil, abrangendo hospitais universitários por todo o país, em um esforço para melhorar o relatório de eventos e a segurança medicamentosa.
Campos realçou que a cooperação com a Polícia Federal (PF) é parte essencial do plano para combater a venda ilegal de medicamentos emagrecedores.
Na fase pós-comercialização, riscos raros e complicações tardias podem surgir. Segundo o diretor-presidente Leandro Safatle, o interesse pelas canetas emagrecedoras demanda uma resposta “firme, coordenada e atenta” da agência reguladora.
“Não basta registrar medicamentos; é necessário acompanhar como se comportam na vida real”, afirmou Safatle.
Fonte: Agência Brasil
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