Política

PROIBIÇÃO

Proíbido apostas em política, esportes e entretenimento em plataformas de previsões

Com a mudança, ficam proibidos contratos relacionados a resultados de jogos esportivos, eleições, temas políticos, reality shows, eventos culturais e sociais.

Teresinha

25 de abril de 2026 às 07:09 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • Apostas em política, esportes, reality shows e entretenimento serão proibidas em plataformas de mercado de previsões no Brasil a partir de maio.
  • A medida foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para fechar brechas regulatórias e estabelecer regras mais rígidas.
  • Somente contratos ligados a temas econômicos e financeiros, como inflação e câmbio, continuarão permitidos.
  • A decisão está na Resolução nº 5.298, entrando em vigor em 4 de maio.
  • Contratos relacionados a eventos culturais, sociais e esportivos serão proibidos, mesmo em plataformas estrangeiras.
  • O governo considera essas apostas como jogos de azar, que devem seguir regras específicas.
  • A supervisão dos contratos financeiros será feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Suspensão, em todo território nacional, da publicidade de jogos de apostas online (bets)
Suspensão, em todo território nacional, da publicidade de jogos de apostas online (bets)

A partir de maio, apostas sobre política, esportes, reality shows e entretenimento estarão proibidas em plataformas de mercado de previsões no Brasil. A medida foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e busca fechar brechas regulatórias, além de estabelecer regras mais rígidas para esse tipo de operação.

Com a nova norma, apenas contratos ligados a temas econômicos e financeiros continuarão permitidos, como inflação, taxa de juros, câmbio e preço de commodities.

A decisão está prevista na Resolução nº 5.298, aprovada pelo CMN na quinta-feira (23). As novas regras entram em vigor no dia 4 de maio.

O chamado mercado preditivo funciona como uma espécie de “bolsa de apostas”, em que usuários negociam contratos sobre a possibilidade de determinado evento acontecer ou não. Diferente das bets tradicionais, nas quais a empresa define as regras e paga os prêmios, nessas plataformas os próprios usuários compram e vendem contratos entre si.

Com a mudança, ficam proibidos contratos relacionados a resultados de jogos esportivos, eleições, temas políticos, reality shows, eventos culturais e sociais. A restrição vale inclusive para plataformas estrangeiras que ofereçam esse tipo de serviço a brasileiros.

Segundo o governo, apostas em eventos não financeiros funcionam, na prática, como jogos de azar e, por isso, devem seguir as regras aplicadas às bets, que exigem licença do Ministério da Fazenda, pagamento de taxas e mecanismos de proteção ao jogador.

A supervisão dos contratos financeiros continuará sob responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que também fará a regulamentação complementar e a fiscalização das novas regras.

Fonte: Agência Brasil