Política

SEM SHOW MILIONÁRIO

Prefeituras do Piauí terão limite de R$ 350 mil para contratar shows

Decisão da APPM vale para os próximos dois anos e busca organizar as finanças municipais sem acabar com as festas tradicionais

Da Redação

23 de abril de 2026 às 16:12 ▪ Atualizado há 6 horas

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  • Prefeituras do Piauí têm agora um gasto máximo de R$ 350 mil com cachês de shows.
  • A nova regra foi definida pela Associação Piauiense de Municípios (APPM).
  • A decisão tem o objetivo de equilibrar as finanças das cidades sem cancelar festas populares.
  • Após três meses de debates, a medida foi aprovada por unanimidade.
  • O presidente da APPM, Pompílio Evaristo, ressalta que a regra traz organização fiscal.
  • Espera-se que as economias permitam mais investimentos em saúde e educação.
  • A medida passa a valer imediatamente para as cidades associadas.

Show no município de Barras (foto ilustrativa)
Show no município de Barras (foto ilustrativa)

Prefeituras de todo o Piauí agora têm um teto para gastar com shows. Durante uma assembleia realizada nesta quinta-feira (23), a Associação Piauiense de Municípios (APPM) definiu que o valor máximo para pagar cachês de artistas será de R$ 350 mil pelos próximos dois anos. A regra, que foi aprovada por unanimidade, quer ajudar a organizar as finanças das cidades sem precisar cancelar as festas que a população tanto gosta.

A decisão veio após três meses de debates intensos entre os prefeitos, que buscavam uma solução para o alto custo das festividades locais. O presidente da APPM, o prefeito Pompílio Evaristo (PSD), explicou que o objetivo é trazer equilíbrio para a saúde financeira dos municípios, garantindo que o dinheiro público seja usado com mais critério.

O gestor destacou que a ideia não é proibir as celebrações, mas estabelecer uma organização necessária. "Conseguimos aprovar essa temática que tanto assola os municípios. Na sua totalidade, os prefeitos decidiram colocar esse limite. Isso nos permite manter as festividades que fazem parte da nossa identidade, mas com critérios e responsabilidade fiscal", afirmou Pompílio.

Com o novo limite de R$ 350 mil, as prefeituras ganham uma orientação clara sobre quanto podem investir em entretenimento. A expectativa é que, com essa economia, os municípios tenham mais fôlego para investir em áreas prioritárias, como saúde e educação, sem sacrificar a cultura e as tradições regionais.

A medida passa a valer imediatamente para as cidades que fazem parte da associação. A partir de agora, os prefeitos devem seguir esse balizador financeiro em suas futuras contratações, consolidando uma nova forma de administrar o dinheiro público em eventos, focada em sustentabilidade financeira para os cofres municipais.


Fonte: APPM