Política

ELEIÇÕES 2026

Pesquisa mostra vantagem de Lula entre eleitores neutros

Recorte inédito da Genial/Quaest revela que eleitores sem ligação ideológica estão mais próximos do presidente

Da Redação

28 de junho de 2026 às 12:19 ▪ Atualizado há 4 horas

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  • Lula tem vantagem entre eleitores que não se identificam com petismo nem com bolsonarismo.
  • Esse grupo representa 27% do eleitorado brasileiro e é decisivo por não ter rejeição fixa.
  • Eleitores neutros focam em propostas práticas: economia, empregos, impostos, qualidade de vida.
  • Eles priorizam resultados concretos dos governos, como renda e custo de vida.
  • A pesquisa mostrou 51% de aprovação do governo Lula entre esses eleitores.
  • Apoio a Lula não é definitivo; pode mudar conforme percepção econômica.
  • Eleitorado sem lado definido é alvo estratégico das campanhas presidenciais.
  • Exemplos de eleitores neutros buscam propostas além da polarização política.
  • Decisão desse grupo influenciada por questões práticas: renda, empregos, serviços públicos.
  • Representa importante fator na próxima disputa presidencial.

Dados da pesquisa indicam maior aprovação de Lula entre eleitores independentes
Dados da pesquisa indicam maior aprovação de Lula entre eleitores independentes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com vantagem entre os eleitores que não se identificam nem com o petismo nem com o bolsonarismo, segundo recortes inéditos da pesquisa Genial/Quaest, divulgada neste domingo (29) pelo Jornal O GloboEsse grupo representa 27% do eleitorado brasileiro e é considerado decisivo por não ter rejeição fixa aos principais campos políticos.

Os chamados eleitores neutros ou independentes não seguem uma linha ideológica definida e afirmam que devem escolher o candidato que apresentar propostas mais próximas das suas preocupações. Entre os principais temas avaliados estão economia, geração de empregos, redução de impostos e melhoria da qualidade de vida.

Segundo a pesquisa, esse público tem maior presença entre pessoas que se consideram independentes, nem de direita nem de esquerda, e entre os eleitores de menor renda.

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O diretor da Quaest, Felipe Nunes, explica que esse grupo tende a avaliar mais os resultados apresentados pelos governos do que discursos políticos.

“Por não responderem ao apelo ideológico, esses eleitores tendem a decidir por entrega concreta: renda, custo de vida, percepção de melhora de vida. É o eleitor que responde a resultado de governo, não a narrativas”, afirmou.

Lula ganha espaço entre eleitores sem lado definido

De acordo com os dados do levantamento, os eleitores neutros têm demonstrado maior proximidade com Lula neste momento. Na avaliação do governo, por exemplo, o grupo apresenta um resultado de 51% de aprovação contra 40% de desaprovação.

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Apesar do cenário favorável ao presidente, Felipe Nunes alerta que esse apoio não é considerado definitivo. Por não ter uma ligação ideológica forte, esse eleitorado pode mudar de opinião conforme a percepção sobre a economia e as condições do país.

“Por ser um eleitor que responde à conjuntura, esse saldo positivo é reversível. Lula melhorou agora, mas é exatamente o grupo que pode virar de novo se a percepção econômica mudar”, explicou.

Eleitorado é disputado pelos candidatos

Por não rejeitar antecipadamente nenhum dos principais campos políticos, esse grupo se tornou um dos principais alvos das campanhas para a Presidência.

“Não está travado contra nenhum dos lados de antemão. Nesse sentido, é o pedaço mais genuinamente disputável do eleitorado”, avaliou o diretor da Quaest.

Um exemplo desse perfil é o analista de departamento pessoal Lucas Sarmento, de 31 anos. Ele já votou em Jair Bolsonaro e atualmente busca uma alternativa fora da polarização, mas afirma que poderá escolher entre Lula e Flávio Bolsonaro caso a disputa fique concentrada entre os dois.

Segundo ele, uma das pautas que chamou atenção foi a proposta de mudança na jornada de trabalho.

Outro exemplo é o contador Mateus Souza, de 29 anos, que votou em Bolsonaro em 2018, mas escolheu Lula no segundo turno de 2022.

“Normalmente eu gosto de escutar ambos os lados, tento evitar ficar numa bolha”, afirmou.

Economia deve pesar na decisão

A pesquisa aponta que a decisão desse eleitorado deve estar ligada principalmente a questões práticas do dia a dia, como renda, emprego, custo de vida e serviços públicos.

A educadora social Fernanda Araújo, de 29 anos, afirma que ainda pretende analisar as propostas antes de definir o voto. Ela reconhece políticas sociais do governo Lula, mas diz que pretende acompanhar os debates e avaliar as propostas dos candidatos.

Já o jornalista Vicente Almeida, de 33 anos, também afirma buscar uma análise sem se prender a um único lado político. Para ele, propostas econômicas e trabalhistas terão peso na escolha.

Com 27% dos eleitores fora da polarização, esse grupo aparece como um dos principais fatores de decisão para a próxima disputa presidencial.

Fonte: O Globo



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