Declaração oficial do ministro
Da Redação
27 de maio de 2026 às 13:35 ▪ Atualizado há 22 minutos
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT-PI), afirmou que 5,1 milhões de beneficiários do Bolsa Família deixaram o programa desde 2023, após aumento de renda familiar. Isso representa auxílio direto a cerca de 15 milhões de pessoas. A declaração foi dada durante o programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
“Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a trabalhar”, disse o ministro.
O dado rebate críticas recentes feitas pelo apresentador de TV Luciano Huck, que sugeriu que beneficiários desejam permanecer no programa indefinidamente. Dias argumentou que essa percepção está ligada a preconceitos históricos contra camadas mais pobres.
“É preciso aproveitar fatos como esse para que a gente enterre de vez o preconceito com relação aos mais pobres”, afirmou.
O ministro ainda ressaltou a eficácia do programa com base em estudos, como levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Banco Mundial, mostrando que 70% da primeira geração de beneficiários deixaram a pobreza. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) também indicou melhora no perfil socioeconômico, com o Brasil alcançando um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,805.
“O próprio estudo aponta que um dos principais alicerces foi o Bolsa Família”, disse Dias.
Além disso, dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que 5,9 milhões de inscritos no Cadastro Único atuam como pequenos empreendedores.
O ministro destacou que mais de 6 milhões de brasileiros ascenderam às classes A, B e C desde a criação do programa: “O que o presidente Lula quer é um país com uma grande classe média”.
Para ter acesso ao Bolsa Família, é preciso cumprir contrapartidas nas áreas de saúde e educação, supervisionando desde a gestação até a adolescência, com foco na saúde e na frequência escolar, criando condições para superar a pobreza ao longo do tempo.
Fonte: Agência Brasil
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