Tribunal reclassifica acusação no PR
Da Redação
23 de maio de 2026 às 11:08 ▪ Atualizado há 4 horas
Uma decisão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) retirou a acusação de tentativa de feminicídio contra José Rodrigo Bandura, denunciado por atear fogo na ex-companheira em junho de 2025, em Maringá, no norte do estado. Por unanimidade, os desembargadores acolheram recurso da defesa e reclassificaram o caso para lesão corporal grave.
No acórdão publicado em 15 de maio, os magistrados entenderam que não há indícios suficientes de intenção de matar. O relator destacou que, após iniciar o incêndio, Bandura teria agido para conter as chamas, ajudado a vítima a chegar até a piscina e permanecido prestando assistência até a chegada do socorro.
Segundo a decisão, embora a autoria do crime esteja comprovada, os elementos reunidos no processo indicam que o acusado agiu com a intenção de causar lesões, e não de provocar a morte da vítima.
O TJ-PR informou que o processo corre sob sigilo, mas confirmou que Bandura permanece preso preventivamente. O caso continua com previsão de julgamento pelo Tribunal do Júri, embora ainda não haja data definida.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) informou que o processo foi encaminhado ao setor de Recursos Criminais para análise de eventual contestação da decisão. A Promotoria responsável pelo caso também deve se manifestar pela manutenção da prisão preventiva.
A vítima sobreviveu ao ataque, mas sofreu queimaduras em cerca de 30% do corpo e permaneceu internada por mais de 40 dias. Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo, ela afirmou ter recebido a decisão com revolta e medo de uma possível soltura do acusado.
“Tenho receio de que ele seja liberado e tente concluir aquilo que começou. O simples fato de jogar álcool e atear fogo demonstra, para mim, a intenção de matar”, declarou.
A defesa de Bandura tratou a reclassificação da acusação como uma decisão de grande relevância para o processo e informou que já protocolou pedido de liberdade do acusado, aguardando manifestação do Ministério Público.
Em uma ocorrência anterior, em 2019, a Polícia Militar foi acionada para conter José, que estava colocando fogo na casa de uma outra ex-companheira. O caso aconteceu em Ivatuba, no norte do Paraná.
Relembre o caso
De acordo com a denúncia do MP-PR, José Bandura utilizou um acendedor de churrasqueira e um isqueiro para incendiar a companheira, de 47 anos, no dia 4 de junho, em uma residência no bairro Jardim Oriental, em Maringá. O ataque foi registrado por câmeras de segurança.
Ainda segundo a acusação, a mulher tentou correr até um tanque de lavanderia para apagar as chamas, mas foi derrubada e imobilizada pelo agressor. Ela conseguiu se desvencilhar, arrastou-se até uma piscina e, posteriormente, refugiou-se em um banheiro até a chegada da Polícia Militar.
A vítima sofreu queimaduras de terceiro grau no rosto, cabeça e tórax, passou por cirurgia e ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Universitário de Londrina, recebendo alta apenas em 27 de junho.
Conforme a denúncia, Bandura e a vítima mantinham um relacionamento havia cerca de três anos e passaram a morar juntos aproximadamente um mês antes do crime. O Ministério Público sustenta que os conflitos entre o casal haviam se intensificado nesse período.
Fonte: ICL notícias
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