Polícia

DENÚNCIA RELIGIOSA

Frei Gilson é denunciado ao MP por falas contra LGBT+ e mulheres

Representação aponta declarações consideradas discriminatórias; caso ainda está em análise e sem investigação formal

Natalia Costa

06 de maio de 2026 às 12:50 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Frei Gilson foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo por falas discriminatórias contra pessoas LGBT+ e mulheres.
  • A denúncia foi feita por Brendo Silva e está em análise, sem ainda uma investigação formal.
  • Declarações de Frei Gilson em homilias e redes sociais são citadas como discriminatórias, utilizando termos considerados pejorativos para a homossexualidade.
  • A denúncia argumenta que as falas ultrapassam a liberdade religiosa e reforçam estigmas.
  • Declarações sobre submissão feminina também geraram controvérsias e críticas públicas.
  • O contexto do caso inclui preocupações sobre violência contra minorias de gênero no Brasil.
  • O STF do Brasil já enquadrou a homofobia e transfobia como crimes de racismo até legislação específica ser aprovada.
  • O Ministério Público avaliará se há indícios para uma investigação formal.
  • Frei Gilson ainda não se pronunciou sobre a denúncia.

Religioso é alvo de denúncia no Ministério Público por declarações consideradas discriminatórias  I Foto: reprodução
Religioso é alvo de denúncia no Ministério Público por declarações consideradas discriminatórias I Foto: reprodução

O religioso Frei Gilson foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo por supostas falas discriminatórias contra pessoas LGBT+ e mulheres. A representação foi apresentada por Brendo Silva e ainda está em fase de análise, sem a abertura de investigação formal.

De acordo com o documento, a denúncia reúne declarações atribuídas ao sacerdote em homilias, entrevistas e publicações nas redes sociais. O caso foi inicialmente divulgado pelo site Metrópoles.

Segundo a representação, Frei Gilson teria utilizado termos como “homossexualismo” e associado a homossexualidade a expressões como “desordem”, “contrariedade à lei natural” e “depravação grave”. Para o autor da denúncia, essas falas ultrapassam os limites da liberdade religiosa e contribuem para reforçar estigmas contra a população LGBT+. Um dos trechos citados afirma que “liberdade religiosa não é liberdade para odiar”.

A denúncia também menciona declarações do religioso sobre mulheres. Vídeos de uma de suas pregações, que voltaram a circular em abril, provocaram reações nas redes sociais e críticas de autoridades, que classificaram o conteúdo como ofensivo. O episódio se soma a controvérsias anteriores, incluindo falas feitas em 2025 sobre submissão feminina.

O caso ocorre em um contexto de preocupação com a violência contra minorias sexuais e de gênero no Brasil. A representação cita dados de canais oficiais de denúncia, como o Disque 100, que registram ocorrências frequentes de violações de direitos humanos contra a população LGBTQIA+.

No campo jurídico, o Brasil segue decisão do Supremo Tribunal Federal, de 2019, que enquadrou a homofobia e a transfobia como crimes de racismo até a aprovação de legislação específica. Em São Paulo, também existem normas estaduais e municipais que proíbem práticas discriminatórias com base em orientação sexual e identidade de gênero.

O Ministério Público de São Paulo deve avaliar se há elementos suficientes para abertura de procedimento. Nesta fase, o órgão pode verificar a veracidade das falas, o contexto em que ocorreram e se há indícios de discriminação. O caso pode ser arquivado, ter novas diligências solicitadas ou evoluir para investigação.

Até o momento, Frei Gilson não se manifestou publicamente sobre a denúncia.

Fonte: Metrópoles



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