TRANSFERÊNCIA
Redação
07 de maio de 2026 às 15:07 ▪ Atualizado há 49 minutos
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, presa em Teresina (PI), foi recambiada sob forte esquema de segurança para o Maranhão, na tarde desta quinta-feira (07). A transferência foi realizada por meio do helicóptero da Secretaria de Segurança Pública maranhense.
Segundo o delegado Matheus Zanatta, a missão das forças de segurança do Piauí foi concluída com a entrega da presa à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC-MA). "Ela vai passar pela audiência de custódia em São Luís e responder pelo crime brutal que cometeu contra uma gestante", afirmou o delegado.
Carolina foi localizada em um posto de combustíveis na zona Leste de Teresina enquanto abastecia o carro para o que a polícia classificou como uma tentativa de fuga. O veículo estava carregado de bagagens, e a suspeita é que ela fugiria para o estado do Amazonas, fazendo escala em Parnaíba.
A empresária estava foragida desde que as investigações sobre a tortura contra sua ex-empregada doméstica, grávida de cinco meses, ganharam repercussão em Paço do Lumiar (MA). A vítima foi acusada de furtar uma joia e submetida a uma sessão de horrores que incluiu ser arrastada pelos cabelos, levar coronhadas e ter uma arma colocada dentro da boca.
O inquérito conta com áudios estarrecedores atribuídos à empresária, nos quais ela admite, com ironia e sadismo, a prática do crime. Nas gravações, Carolina descreve que a funcionária ficou "quase uma hora no massacre" sob socos, murros e pisões nos dedos. "Eu dei tanto que minha mão está inchada. Não era nem para ela ter saído viva", diz um dos trechos. A transferência imediata para o Maranhão visa garantir a continuidade do processo onde o crime ocorreu, especialmente após a revelação de que a empresária teria sido liberada indevidamente por policiais militares no dia da agressão por "conhecer" um dos agentes.