O senador Mão Santa (PSC-PI) voltou a defender a alternância no poder no Brasil como forma de proteger e fortalecer a democracia. Ele elogiou a postura do Senado que, conforme afirmou, barrou as intenções de modificar a Constituição federal para permitir que o presidente da República pudesse se candidatar a um terceiro mandato consecutivo. - Se não for para ter alternância, é melhor ter rei - afirmou. O senador ressaltou que a permanência de um grupo político por muitos anos no poder leva ao continuísmo.- Quem quer o terceiro mandato logo deseja o quarto, o quinto e o sexto, e acaba permanecendo à frente do governo por 50 anos, como ocorreu com Fidel Castro - disse o senador, referindo-se ao dirigente cubano que recentemente transferiu o poder para seu irmão, Raul Castro. Mão Santa criticou a postura dos presidentes sul-americanos que classificou de "filhotes de Fidel", como o da Venezuela, Hugo Chávez; da Bolívia, Evo Morales; e do Equador, Rafael Correa.O senador também criticou a gestão do PT, tanto no governo federal quanto no Piauí, denunciando-a por "mentiras, corrupção e incompetência". Lamentou que poucas providências tenham sido tomadas para sanar os males ocorridos com o rompimento de barragem que atingiu as cidades de Cocal e Buriti dos Lopes, ocorrido há exatamente um ano, e se solidarizou com as vítimas.Mão Santa condenou ainda a contratação excessiva de funcionários comissionados em todas as instâncias de poder, que recebem até R$ 11.848,00 por mês sem precisar fazer concurso público, dizendo que, enquanto isso, a saúde, a educação e a segurança pública são prejudicadas.
Fonte: Agência Senado