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Apesar de acidentes Setor de cruzeiros crescerá em 2013

Turismo Mundial Conselho

Teresinha

13 de março de 2013 às 16:03


As autoridades italianas divulgaram nesta terça-feira (17) as nacionalidades dos 29 desaparecidos após o naufrágio do cruzeiro Costa Concordia, ocorri
As autoridades italianas divulgaram nesta terça-feira (17) as nacionalidades dos 29 desaparecidos após o naufrágio do cruzeiro Costa Concordia, ocorri
Os presidentes das maiores empresas de cruzeiros do mundo concordaram nesta terça-feira que o setor crescerá 3,3% em 2013, permanecendo, assim, como o ramo do turismo que mais avança, apesar dos últimos acidentes como o dos navios Costa Concordia, em janeiro de 2011 na Itália, e Triumph, em fevereiro passado, no México.

Durante a feira Seatrade Cruise Shipping, a maior do setor, os responsáveis pelas principais linhas de cruzeiros do mundo compartilharam em Miami seu otimismo para um setor que, segundo disseram, "evolui dinâmica e constantemente" dentro de um "estrito marco de regulações".

Segundo dados oferecidos por David Scowsill, presidente do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), em 2013 o turismo de cruzeiros movimentará 20,9 milhões de passageiros, 3,3% mais que em 2012, e fornecerá à economia mundial US$ 36 bilhões, 4% mais que no ano passado.

Sob o lema "Uma indústria, uma voz", Scowsill foi o encarregado de abrir a esperada conferência sobre o estado atual da indústria de cruzeiros na qual os últimos acidentes também foram abordados.
 
Nas palavras de Gerry Cahill, presidente da Carnival - proprietária do Concordia -, aquele acidente no qual morreram pelo menos 25 pessoas no Mediterrâneo é uma lembrança de que "a segurança de nossos convidados e da tripulação deve ser a prioridade".

Por isso, parece vital a aplicação de um programa de segurança articulado em torno da "prevenção, detecção e supressão" de problemas que possam surgir nas viagens.

A Carnival, a maior companhia do setor, é também a proprietária do Triumph, um cruzeiro que navegava em janeiro passado pelo Golfo do México com mais de 4,2 mil pessoas a bordo quando sofreu um incêndio em sua sala de máquinas e ficou à deriva.

Cahill lamentou também esse acidente e louvou o trabalho realizado pela tripulação, que atuou com "enorme profissionalismo" para combater a escassez de alimentos e más condições higiênicas que reinavam no navio.

"Estamos centrados em extrair todas as lições deste incidente, investimos milhões de dólares na revisão e extinção de possíveis incêndios e contamos com uma equipe independente que trabalha nisso", acrescentou.

Nesse contexto, Scowsill assegurou que o turismo de cruzeiros é "seguro, muito prazeroso, com um preço acessível" e com um "crescimento potencial impressionante" apesar da crise econômica internacional.

Fonte: Folha de São Paulo



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