O juiz Raimundo Holland Moura de Queiroz preside nesta terça-feira, na 6ª Vara Criminal, a audiência de instrução e julgamento, quando vai ouvir as testemunhas do acidente que provocou a morte de José Gomes de Sousa, PM que fazia segurança do então prefeito de Esperantina, Felipe Santolia.O acidente aconteceu na noite de 12 de setembro de 2006, na avenida Raul Lopes, próximo à entrada do Teresina Shopping, ao lado da Floresta Fóssil, na zona Leste de Teresina. O carro de Felipe Santolia, um Jeep Troller, placas HYB-7000/CE, capotou provocando ferimentos nos quatro ocupantes. O soldado José Gomes de Oliveira, morreu na hora.Santolia acabou denunciado pelo Ministério Público Estadual pela morte do policial militar. A imputação do crime de homicídio culposo (sem intenção de matar) ao prefeito afastado de Esperantina, feita pela promotora Clotildes Carvalho, titular da 6ª Vara Criminal de Teresina, aconteceu em virtude da mudança no depoimento do motorista Ítalo Mendes Ferreira, 28 anos, que na época do acidente havia confessado que estava ao volante do carro."O Ítalo confessou um mês depois à polícia que era o motorista e que tinha provocado o acidente, sem intenção. Então, semana passada ele me procurou e mudou todo o seu depoimento, imputando o crime ao prefeito Felipe Santolia", revelou Clotildes Carvalho, salientando que Ítalo confessou ter sido pago para dizer, no primeiro depoimento que estava dirigindo após ter sido corrompido. "Ítalo falou que o prefeito lhe ofereceu R$ 2 mil, dividido em dois repasses, além de um aumento salarial", destacou. Como não recebeu o dinheiro, resolveu mudar o depoimento. "Mesmo assim, ele também será denunciado, não mais por homicídio culposo, mas por auto-acusação falsa",Além de Felipe Santolia, devem depor Ítalo Mendes, Carlos Ribeiro, ex-assessor do ex-prefeito, e Silas Sabóia.
Fonte: Redação