Economia

RECORDE

Preço da carne bovina dispara nos mercados do Piauí e assusta consumidores

O principal motivo para o aumento no preço da carne são as exportações do produto para a China. O brasileiro sente as consequências no bolso

Alinny Maria

27 de novembro de 2019 às 10:53


Carne bovina/Imagem Ilustrativa
Carne bovina/Imagem Ilustrativa

O aumento das exportações de carne para China fez com que o preço do quilo da carne disparasse em todo o Brasil. Nos mercados do Piauí, os consumidores reclamam do alto preço da carne desde as últimas semanas. Os piauienses já sentem o impacto no bolso e a alternativa é deixar de consumir a carne bovina.

A dona de casa Maria do Socorro Lima disse que aumentou o consumo da carne suína, frango e ovos em sua residência. "Não tem mais condição da gente comprar carne. Uma bandejinha dessa custa R$ 25 reais, coloca na panela e não dá nadinha. Eu comprava coxão mole por R$ 24 o quilo e agora olha isso, tá custando R$ 30 reais. São quatro bocas para sustentar na minha casa e o jeito é recorrer para a carne de porco e frango", diz Dona Maria do Socorro.

De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), as carnes bovinas subiram 4,2% na segunda quadrissemana de novembro. Alguns cortes como o contrafilé, teve aumento de 5,86%. Já o índice calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) é uma prévia da inflação oficial de novembro, em que a variação foi de 3,08% e em 12 meses o aumento chega a 7,76%.

Outro fator que elevou o valor da carne foi o valor do arroba do boi. Segundo a  Associação Piauiense de Criadores de Zebu (APCZ), o valor da arroba do boi no Piauí subiu 92% nos últimos três meses.  O preço saltou de R$ 120 para R$ 230.

Em Teresina, o preço das carnes assusta os consumidores. O colchão mole por exemplo, era vendido a R$ 26,60 em outubro, agora custa R$ 26,60. Já a carne de primeira era vendida a R$ 23 e passou a ser R$ 29, o que representa um aumento de 26%.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse na segunda (25) que os preços ficaram estáveis por muito tempo e que os produtores vivem um momento de euforia, mas que o mercado vai se equilibrar. 

Enquanto os preços não baixam, o consumidor brasileiro é quem sofre as consequências.



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