Cidade

PRESSÃO

Governo injeta R$ 330 milhões para conter alta do preço gás de cozinha

Na prática, o governo assumirá uma parcela do custo do gás liquefeito de petróleo importado

Gilson Rocha

29 de abril de 2026 às 12:38 ▪ Atualizado há 1 hora

Ver resumo
  • O Governo Federal do Brasil editou uma medida provisória para destinar R$ 330 milhões à importação de gás de cozinha.
  • A medida visa mitigar aumentos no preço do botijão devido a pressões internacionais sobre o petróleo.
  • O governo assumirá parte do custo do gás importado para equilibrar os preços internos.
  • Um auxílio de R$ 850 por tonelada importada será oferecido, com vigência inicial de 1º de abril a 31 de maio, podendo ser estendido.
  • O objetivo é proteger o poder de compra, especialmente de famílias de menor renda.
  • 20% do consumo de gás no Brasil é importado, tornando os preços vulneráveis a fatores externos.
  • O crédito extraordinário não será contabilizado no limite de despesas do novo arcabouço fiscal, mas na meta fiscal.
  • A Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê um superávit de R$ 34,3 bilhões para 2026.

Governo destina R$ 330 milhões para evitar aumento no preço do gás de cozinha
Governo destina R$ 330 milhões para evitar aumento no preço do gás de cozinha

O Governo Federal do Brasil editou, nesta terça-feira (28), uma medida provisória que destina R$ 330 milhões para bancar parte dos custos da importação de gás de cozinha, tentando segurar possíveis reajustes no preço do botijão.

A iniciativa surge em um contexto de pressão sobre os combustíveis, influenciado principalmente pelas tensões no Oriente Médio, que elevaram o valor do petróleo no mercado internacional e, consequentemente, impactam o custo do gás no país.

Como será aplicado o subsídio

Na prática, o governo assumirá uma parcela do custo do gás liquefeito de petróleo importado. Com isso, o produto vindo do exterior poderá ser comercializado internamente em condições semelhantes ao gás produzido no Brasil, reduzindo a necessidade de repasse integral ao consumidor.

O modelo prevê um auxílio de R$ 850 por tonelada importada, com vigência inicial entre 1º de abril e 31 de maio, podendo ser estendido por até mais dois meses, conforme avaliação do governo.

De acordo com o Palácio do Planalto, a medida busca preservar o poder de compra das famílias, especialmente as de menor renda, já que o gás de cozinha representa um dos principais gastos domésticos.

Atualmente, cerca de 20% do consumo nacional de gás depende de importações, o que torna o preço sensível a fatores externos, como cotação do petróleo, custos logísticos e cenário geopolítico.

O governo também informou que o crédito extraordinário utilizado na medida não será contabilizado dentro do limite de despesas do novo arcabouço fiscal, embora seja considerado na meta fiscal.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias projeta um superávit de R$ 34,3 bilhões para 2026, admitindo uma margem de variação conforme o desempenho das contas públicas.

Fonte: Agência Brasil