Brasil

PENDURICALHOS

STF autoriza pagamento retroativo para juízes e procuradores

Decisão permite indenizações adicionais dentro do teto de 35% da remuneração

Da Redação

27 de junho de 2026 às 17:30 ▪ Atualizado há 22 horas

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  • STF formou maioria para permitir pagamentos retroativos de penduricalhos a juízes, procuradores e promotores.
  • Voto do ministro Luiz Fux foi decisivo, formando 5 votos a 0 pela liberação.
  • Votos anteriores foram dados por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Flávio Dino.
  • Proposta sugere limite de 35% do teto do funcionalismo público para indenizações.
  • Fux defendeu compensação completa para direitos adquiridos, como férias não usufruídas.
  • Penduricalhos são benefícios que podem exceder o teto constitucional de R$ 46,3 mil.
  • Decisão pode permitir remuneração total de até R$ 62,5 mil, incluindo adicionais.
  • Julgamento virtual vai até terça-feira (30), faltando quatro votos.

STF autoriza pagamento retroativo para juízes e procuradores

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para permitir o pagamento de penduricalhos retroativos a juízes, procuradores e promotores do Ministério Público. Com o voto do ministro Luiz Fux durante julgamento virtual neste sábado (27), a decisão já conta com 5 votos a 0 pela liberação.

Os votos que antecederam o de Fux foram dados por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Flávio Dino. Esses ministros sugeriram que as indenizações respeitem um limite de 35% do teto do funcionalismo público.

Luiz Fux, em seu voto, argumentou que não deveria haver um teto para pagamentos de direitos adquiridos, como férias e licenças não usufruídas, defendendo que a compensação deve ser completa.

O julgamento virtual continuará até a próxima terça-feira (30). Ainda faltam os votos de quatro ministros.

Penduricalhos são benefícios adicionais que, ao serem somados aos salários dos servidores, superam a remuneração máxima constitucional, atualmente fixada em R$ 46,3 mil. Em 25 de março, ficou decidido por unanimidade que tais gratificações e auxílios extra deverão permanecer dentro do limite de 35% do salário-base na Corte.

Com essa mudança, juízes, promotores e procuradores poderão receber pelo menos R$ 62,5 mil somando o teto e os valores adicionais.

*Matéria atualizada para corrigir informações sobre o encerramento do julgamento.

Fonte: Agência Brasil



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