OPERAÇÃO MIRAGEM
Da Redação
23 de junho de 2026 às 08:48 ▪ Atualizado há 6 horas
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem para investigar suspeitas de fraudes contábeis, manipulação de balanços e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o banco Banco Digimais, instituição controlada por Edir Macedo.
A ação mobilizou mais de 50 policiais federais para o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. Além das buscas, foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens e valores de até R$ 670,3 milhões, bem como a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram início a partir de relatórios elaborados pelo Banco Central do Brasil, que apontaram supostas irregularidades na administração da instituição financeira.
Segundo as apurações, administradores do banco teriam realizado, de forma recorrente, a manipulação de balanços e resultados contábeis para ocultar a real situação econômico-financeira da empresa e apresentar aos órgãos de fiscalização uma aparência de solvência. A PF afirma que as práticas investigadas teriam possibilitado a supervalorização de ativos e a criação artificial de receitas que somariam centenas de milhões de reais.
A operação também apura a realização de operações financeiras consideradas suspeitas em benefício da empresa controladora do banco, além da possível falsificação e manipulação de informações inseridas em sistemas oficiais do órgão regulador.
Entre os investigados está o bispo Edir Macedo. A Polícia Federal informou que as apurações buscam identificar a participação e a responsabilidade de cada envolvido nos fatos investigados.
Os alvos da operação poderão responder por crimes previstos na Lei nº 7.492/1986, que trata dos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Entre as infrações investigadas estão gestão fraudulenta de instituição financeira, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela legislação.
As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Federal. Até o momento, não houve divulgação de denúncias ou condenações relacionadas ao caso.
Fonte: g1
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