Brasil

Política e Investigação

Girão cobra CPI do Banco Master e critica mudança de postura

Senador questiona mudança de posição de governistas sobre investigação de irregularidades no banco.

Da Redação

05 de maio de 2026 às 19:44 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O senador Eduardo Girão cobrou a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master.
  • Ele questionou a mudança de posição de parlamentares que agora apoiam a investigação.
  • Girão sugeriu que essa mudança pode ser devido à pressão pública ou à crise política do governo Lula.
  • A nova postura está ligada a episódios políticos recentes, como a rejeição de Jorge Messias ao STF.
  • Girão defende uma investigação independente e completa dos vínculos com agentes públicos.
  • Ele mencionou três caminhos para abrir a comissão: via Davi Alcolumbre ou por decisão de ministros do STF, Kassio Nunes Marques e André Mendonça.

Girão cobra CPI do Banco Master e critica mudança de postura

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (5), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) cobrou a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar irregularidades envolvendo o Banco Master. Girão também questionou a mudança de posição de parlamentares governistas que, segundo ele, passaram a defender a investigação após inicialmente resistirem à proposta.

— Existem duas avaliações possíveis dessa mudança da água para o vinho. A positiva é a perspectiva de finalmente cederem à pressão da sociedade e mudarem de postura, na linha do "antes tarde do que nunca". A negativa é, talvez, a mais provável, porque ocorre num momento conjuntural de profunda crise política do governo Lula — afirmou.

O senador relacionou essa nova postura a um contexto político recente, marcado pela rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pela derrubada de veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria. Segundo ele, esses episódios ocorreram em meio a denúncias envolvendo autoridades dos três poderes e personalidades ligadas ao sistema financeiro.

Girão defendeu que a investigação parlamentar seja conduzida de forma independente e abrangente, apurando eventuais vínculos envolvendo agentes públicos. Disse que há três caminhos para abrir a comissão de inquérito: por meio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre; ou por determinação de um de dois ministros do STF, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, encarregados de analisar pedidos de abertura.

— Nós temos esses três caminhos: Davi Alcolumbre, de ofício, e dois ministros do Supremo — indicados, inclusive, pelo governo Bolsonaro —, para que essa verdade venha à tona, e o brasileiro tenha o direito de saber toda a verdade dessa questão, dessa roubalheira, da maior fraude do sistema financeiro do Brasil — concluiu.


Fonte: Senado Notícias



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