Sala de Situação no Piauí vai monitorar casos suspeitos de intoxicação por metanol

Casos suspeitos devem ser notificados imediatamente por profissionais de saúde através do telefone (86) 99497-0993

O Piauí instalou uma Sala de Situação, nesta segunda-feira (6), para coordenar o monitoramento e o atendimento de casos suspeitos de intoxicação por metanol., com a participação da Secretaria de Segurança Pública, Secretaria de Estado da Saúde, Fundação Municipal de Saúde de Teresina, Ministério Público do Piauí, Ministério da Saúde e da Polícia Científica.

O objetivo central da Sala é alinhar ações de investigação, atendimento e monitoramento, visando garantir agilidade na identificação e tratamento das vítimas.

O secretário de Segurança Pública, Chico Lucas, ressaltou a importância da articulação entre os órgãos e destacou a principal orientação aos profissionais de saúde. 

“A principal orientação é que, diante de qualquer suspeita, o profissional de saúde notifique o CIEVS. Essa notificação é essencial para que o Estado possa agir com rapidez e administrar o antídoto quando necessário”, pontuou.

Chico Lucas lembrou que a notificação é obrigatória por lei e alertou que a omissão pode gerar responsabilização administrativa, colocando vidas em risco. A Sesapi disponibiliza o canal de atendimento 24 horas do CIEVS para notificações, pelo telefone (86) 99497-0993.

Diagnóstico acelerado no Interior

Para garantir a agilidade no diagnóstico, o perito-geral de Polícia Científica, Antônio Nunes, informou que o Piauí já possui capacidade técnica para realizar os exames de identificação de metanol por meio de cromatógrafos gasosos.

Ele explicou que, além dos três equipamentos já em funcionamento, o Estado adquiriu dois novos cromatógrafos, que serão destinados às cidades de Parnaíba e Floriano. A medida vai permitir que o diagnóstico seja feito também no interior, garantindo maior rapidez e precisão nos resultados.

A Sala de Situação também definiu que a Vigilância Sanitária coordenará um grupo técnico para elaborar uma Nota Técnica conjunta, que servirá para orientar hospitais e unidades de saúde sobre os procedimentos corretos de coleta e notificação, assegurando que o diagnóstico ocorra em tempo hábil para o tratamento das vítimas e o rastreamento de possíveis fontes de contaminação.