Tontura, fraqueza, visão embaçada e mal-estar podem aparecer tanto na pressão alta quanto na pressão baixa. Como os sinais podem ser parecidos, não é seguro tentar identificar a alteração apenas pelos sintomas. A maneira adequada de saber se a pressão está elevada ou reduzida é realizar a medição com um aparelho confiável e buscar avaliação profissional quando necessário.
A pressão arterial representa a força exercida pelo sangue contra as paredes das artérias. Ela é registrada por dois números: a pressão sistólica, medida durante a contração do coração, e a diastólica, observada no intervalo entre os batimentos.
Um resultado de 120 por 80 mmHg, popularmente chamado de “12 por 8”, pode ser usado como referência geral. Entretanto, a interpretação depende do histórico clínico, da idade, dos medicamentos utilizados e das condições em que a medição foi realizada.
Sintomas da pressão alta
A hipertensão costuma evoluir silenciosamente. Muitas pessoas podem permanecer durante anos com a pressão elevada sem apresentar sintomas, razão pela qual a medição periódica é importante.
Quando a pressão sobe de maneira intensa, podem ocorrer:
- dor de cabeça forte;
- tontura;
- visão embaçada;
- falta de ar;
- dor ou aperto no peito;
- náusea;
- confusão;
- sangramento nasal, em alguns casos.
Esses sintomas não confirmam hipertensão e também podem estar relacionados a outras condições. O diagnóstico não deve ser feito apenas com base no que a pessoa está sentindo.
Sem acompanhamento, a hipertensão aumenta o risco de acidente vascular cerebral, infarto, insuficiência cardíaca, lesões renais e problemas de visão.
Sintomas da pressão baixa
A pressão baixa, também chamada de hipotensão, é frequentemente associada a valores inferiores a 90 por 60 mmHg, ou “9 por 6”. Esse número, porém, não deve ser analisado isoladamente. Algumas pessoas apresentam pressão naturalmente mais baixa e não sentem desconforto.
Os sintomas mais comuns são:
- tontura ou sensação de cabeça leve;
- fraqueza;
- visão escurecida ou embaçada;
- suor frio;
- palidez;
- náusea;
- dificuldade de concentração;
- desmaio.
A queda de pressão pode estar relacionada à desidratação, exposição excessiva ao calor, jejum prolongado, perda de sangue, infecções, problemas cardíacos ou uso de determinados medicamentos.
Como medir corretamente
Antes da medição, a pessoa deve permanecer sentada e em repouso por aproximadamente cinco minutos. Também é recomendado evitar café, cigarro, bebidas energéticas e exercício físico nos 30 minutos anteriores. Durante o procedimento, as costas devem estar apoiadas, os pés encostados no chão e as pernas descruzadas. O braço precisa ficar apoiado na altura do coração, e o manguito deve ter tamanho adequado.
Se o resultado estiver alterado, é aconselhável aguardar alguns minutos e repetir a medição. Uma leitura isolada, principalmente em situação de ansiedade, dor ou esforço, não confirma hipertensão.
O que fazer em caso de pressão baixa
Quando a pessoa apresentar tontura ou sensação de desmaio, deve sentar ou deitar imediatamente para evitar quedas. Se possível, as pernas podem ser elevadas.
Também é importante afrouxar roupas apertadas e manter o ambiente ventilado. Caso a pessoa esteja consciente, consiga engolir normalmente e não tenha restrição médica, pode tomar água. Não é recomendado oferecer sal, café ou medicamentos por conta própria. A causa da queda precisa ser avaliada, especialmente se os episódios forem frequentes.
Quando procurar atendimento urgente
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, deve ser acionado quando a alteração da pressão estiver acompanhada de:
- dor ou pressão no peito;
- falta de ar intensa;
- desmaio;
- confusão mental;
- dificuldade para falar;
- fraqueza ou dormência em um lado do corpo;
- alteração súbita da visão;
- convulsão;
- dor de cabeça muito forte e repentina.
Uma pressão igual ou superior a 180 por 120 mmHg exige nova medição após alguns minutos de repouso. Se o valor permanecer nesse nível, é necessária orientação médica imediata. Na presença de sintomas como dor no peito, falta de ar ou sinais neurológicos, a situação pode ser uma emergência. Quedas importantes de pressão acompanhadas de desmaio, pele fria, confusão, dificuldade para respirar ou suspeita de hemorragia também necessitam de atendimento urgente.
Cuidados importantes
Quem utiliza medicamentos para hipertensão não deve interromper, reduzir ou aumentar a dose sem orientação profissional. Mudanças na alimentação, prática de exercícios e controle do peso podem ajudar, mas precisam fazer parte de um acompanhamento adequado. A medição periódica continua sendo a forma mais segura de identificar alterações. Mesmo sem sintomas, pessoas com histórico familiar, obesidade, diabetes, doença renal ou cardiovascular devem manter acompanhamento regular.