Uma mulher de 49 anos morreu de dengue hemorrágica em Teresina, na sexta-feira (22) O caso foi confirmado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS) nesta terça-feira (26). Segundo a FMS, a paciente apresentou os primeiros sintomas da doença no dia 18 de maio, com um quadro inicial de febre, dor de cabeça, náuseas e diarreia. Após três dias, a situação clínica se agravou rapidamente e em apenas cinco dias após o início dos sinais, a vítima foi a óbito.
As autoridades de saúde também identificaram que a mulher tinha um histórico de viagem realizada nos 15 dias anteriores ao falecimento.
A Vigilância em Saúde da capital realizou uma investigação epidemiológica e laboratorial detalhada, que constatou que a infecção foi causada pelo sorotipo 2 (DENV-2). Esta variante específica do vírus da dengue é bastante conhecida pela comunidade médica por estar associada a um risco muito maior de evolução para formas graves e letais da doença, principalmente em pessoas que já possuem algum fator de vulnerabilidade ou comorbidades.
O diagnóstico acendeu o sinal de alerta nas equipes de saúde do município para o monitoramento da circulação desta cepa na região.
Fundação reforça alerta para o combate ao mosquito e busca por atendimento imediato
Com a confirmação do óbito, a FMS emitiu um comunicado oficial reforçando o apelo para que a população colabore ativamente na eliminação de focos de água parada. O lixo acumulado e recipientes destampados são os principais criadouros do mosquito Aedes aegypti, que além da dengue, também transmite os vírus da zika e da chikungunya.
A gestão municipal destacou que o envolvimento dos moradores em vistoriar os próprios quintais é a ferramenta mais eficaz para frear a reprodução do mosquito e evitar que novas famílias passem por perdas semelhantes na capital.
“A colaboração da população é essencial para evitar novos casos e reduzir o risco de formas graves da doença. A orientação é eliminar recipientes que acumulem água parada e procurar atendimento médico imediatamente diante de sintomas como febre alta, dores no corpo, vômitos persistentes, sangramentos ou sinais de desidratação”, alertou a FMS em nota oficial.