Hospital do RJ demite 20 funcionários após morte de paciente em sala de espera de UPA

Caso expõe falhas no atendimento da UPA da Cidade de Deus, levando a demissões e investigações sobre negligência

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro demitiu 20 profissionais da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade de Deus, após o falecimento de José Augusto Mota da Silva, de 32 anos, que morreu na sala de espera da unidade, na sexta-feira (13). 

Entre os demitidos estão quatro médicos, além de enfermeiros, recepcionistas e porteiros. O secretário de Saúde, Daniel Soranz, afirmou que a gravidade do caso foi negligenciada pelos funcionários e determinou a abertura de uma sindicância para investigar as circunstâncias da morte.

De acordo com o relato de Douglas Batista da Silva, amigo da vítima, José Augusto chegou à UPA por volta das 19h40, queixando-se de fortes dores. A triagem, no entanto, só foi realizada às 20h30, e a morte foi confirmada às 21h. "Eu mesmo falei na recepção que se tratava de uma emergência", disse Douglas.

Além da investigação conduzida pela Polícia Civil, o Conselho Regional de Medicina e a Comissão de Saúde da Câmara Municipal do Rio de Janeiro também iniciaram apurações paralelas sobre o ocorrido. O prazo para a conclusão das investigações é de 90 dias, com possibilidade de antecipação. A SMS informou que os profissionais desligados serão denunciados aos respectivos conselhos de classe.