A chefe da Agência do INSS em Campo Maior (PI), Margaette Regina Pereira Andrade, de 59 anos, foi internada em estado grave na manhã desta terça-feira (05/05) no Hospital do Coração, em Fortaleza (CE). As primeiras informações confirmam que ela sofreu um infarto agudo do miocárdio.
De acordo com informações repassadas à Gerência Executiva do INSS no Piauí, Margaette chegou à unidade de saúde em parada cardiorrespiratória, mas foi reanimada com sucesso pela equipe médica. Ela precisou ser entubada e está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, localizado no bairro Messejana. As informações mais recente, repassadas aos colegas de trabalho no início da tarde, indicam que o estado de saúde da servidora é grave, porém estável.
Margaette estava em um grupo de trabalho do INSS no momento do mal súbito. Natural de Fortaleza, onde reside sua família, a servidora é casada, mãe de três filhos e avó de quatro netos. Ela é sogra do presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí (TRT/PI), desembargador Tércio Torres.
Alerta para as mulheres
O caso de Margaette Regina reforça uma estatística preocupante no Brasil e no mundo. Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apontam que as internações por infarto entre jovens e mulheres de meia-idade mais que dobraram nas últimas duas décadas, registrando um salto superior a 150%.
Um estudo brasileiro pioneiro, que acompanhou quase 5 mil pacientes internados por infarto no SUS entre 2008 e 2015, revelou que mulheres entre 45 e 55 anos apresentam um risco significativamente maior de mortalidade pós-infarto em comparação aos homens da mesma faixa etária, independentemente de fatores clínicos.
Dados alarmantes:
- A mortalidade por infarto entre mulheres de 18 a 55 anos cresceu cerca de 62% nos últimos 30 anos.
- A probabilidade de uma mulher morrer ao ter um infarto é 50% maior do que a de um homem.
- Após um infarto, a mortalidade feminina em um ano é de 26%, contra 19% entre os homens.
Especialistas apontam que a queda hormonal na menopausa, o estresse crônico e a dificuldade de diagnóstico (já que os sintomas nas mulheres costumam ser náuseas, cansaço e dor nas costas, e não a clássica dor no peito) são fatores que explicam a gravidade do quadro feminino.
A família de Margaette não divulgou novos detalhes sobre o boletim médico até a última atualização desta reportagem, mas o INSS segue prestando assistência e acompanhando a recuperação da servidora.