O mês de agosto é conhecido como Agosto Dourado por simbolizar a luta pelo incentivo à amamentação – a cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. A amamentação é um dos melhores investimentos para salvar vidas infantis e melhorar a saúde, o desenvolvimento social e econômico dos indivíduos e nações.
Criar um ambiente propício para padrões de alimentação infantil ideais é um imperativo da sociedade. Então, o que é necessário para criar um ambiente favorável e melhorar as práticas de amamentação? Proteção, promoção e apoio à amamentação são estratégias importantes em nível institucional e individual.
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Ações coordenadas para otimizar a alimentação infantil em tempos normais e em emergências é essencial para garantir que as necessidades nutricionais de todos os bebês sejam atendidas.
Por meio do leite materno o bebê recebe os anticorpos da mãe que o protegem contra doenças como, diarreia e infecções, principalmente as respiratórias. O risco de asma, diabetes e obesidade é menor em crianças amamentadas, mesmo depois que elas param de mamar. A amamentação é, ainda, um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, importante para que ela tenha dentes fortes, desenvolva a fala e tenha uma boa respiração, afirma a Dra. Keliany Duarte.
A Organização Mundial da Saúde - OMS aconselha a manutenção do aleitamento materno por dois anos ou mais, e, de forma exclusiva por 6 meses. De acordo com Dra., a amamentação é a base da vida pois promove a microbiota intestinal saudável, protege contra mortes infantis causadas por doenças infecciosas, podendo prevenir mais da metade dos episódios de diarreia, além de diminuir sua gravidade. Além disso, previne um terço das infecções respiratórias, incluindo otite média aguda, nos 2 primeiros anos de vida. Há ainda a diminuição da prevalência de rinite alérgica nos primeiros 5 anos de vida e eczema nos primeiros dois anos de vida.
A estratégia para incentivar a amamentação vem apresentando resultados. Os índices nacionais do aleitamento materno exclusivo entre crianças menores de 6 meses aumentaram de 2,9%, em 1986, para 45,7% em 2020. Já o aleitamento para crianças menores de quatro anos passou de 4,7% para 60% no mesmo período.
Dra. Keliany Duarte.