Wellington crítica e ministro promete alterar reforma da Previdência; veja as propostas

Governador avaliou como "explosivo" colocar nas costas do pobre mais esse sacrifício, como a idade mínima de 70 anos

O governador do Piauí Wellington Dias propôs e o ministro da Economia, Paulo Guedes, acatou duas alterações na proposta de reforma da Previdência, encaminhada na manhã desta quarta-feira (20) ao Congresso Nacional e apresentada durante o III Encontro dos Governadores do Brasil, no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Brasília.

Veja a proposta de Reforma da Previência proposta pelo governo Bolsonaro 

"Quando se coloca um aumento da idade para 60 anos e redução no valor do benefício para um grupo que já é necessitado socialmente, isso é muito explosivo. Na verdade, é colocar nas costas dos mais pobres o peso do sacrifício, de forma acima de outro setor que tem salário. É uma coisa que pode estragar as negociações. Por isso, comecei pedindo para retirar isso da reforma”, adiantou.


Governador Wellington Dias no Fórum de Governadores 

Wellington pediu a manutenção dos benefícios concedidos a pessoas com deficiência, de baixa renda ou idosos, por exemplo, atendidos pela rede de proteção social. Dias citou o Benefício de Prestação Continuada.

“Destaco como relevante a iniciativa do ministro Paulo Guedes e do Secretário Nacional Rogério Marinho de comparecer a uma agenda do Fórum dos Governadores. É um momento oportuno para discutirmos essa e outras pautas relevantes, mas já chamei a atenção e destaquei que já vi muita tentativa de reforma ser estragada em razão de alguma coisa que coloque a carga para a parte mais pobre”, alertou.


Fórum de Governadores em Brasília

Colapso

Aproveitando a presença de Paulo Guedes no Fórum de Governadores, Wellington Dias pediu uma atenção especial e emergencial aos estados, que atravessam uma grave crise financeira há quase uma década, o que obrigou a pelo menos sete governadores decretarem o colapso nas finanças dos estados que administraram.

"Precisamos pensar no futuro, mas também temos que tratar o emergencial e levantei a situação de muitos estados que estão hoje sem pagar salários. Há a necessidade de encontrar uma alternativa e o ministro defendeu o fundo de equilíbrio e, dentro do esforço de ajuste, ter antecipação. Esse já é um caminho, mas ficou de o secretário nacional apresentar uma proposta sobre esse tema”, considera.


Wellington Dias conversa coms os jornalistas
FOTOS: CCOM