TCE-PI condena gestão da drenagem em Teresina e exige barreiras em galerias após mortes

A fiscalização apontou ainda que a falta de barreiras de proteção e sinalização pode ter contribuído diretamente para as duas mortes registradas

O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) divulgou, nesta sexta-feira (20), um relatório de auditoria que aponta falhas graves no sistema de drenagem da capital Teresina.  O acórdão relatado pela conselheira Rejane Dias, fiscalizou o uso de R$ 54,8 milhões em recursos no exercício de 2025 e concluiu que a Prefeitura de Teresina atua de forma "reativa", realizando intervenções apenas após os alagamentos, em vez de investir em manutenção preventiva

A fiscalização apontou ainda que a falta de barreiras de proteção e sinalização pode ter contribuído diretamente para as duas mortes registradas na capital durante as chuvas deste ano.

Foto: TCE-PI

O documento, elaborado pela Diretoria de Fiscalização de Infraestrutura (DFINFRA), revela um cenário de desorganização administrativa. Entre os principais problemas encontrados estão a ausência de um cadastro atualizado da rede e a falta de um planejamento preventivo estruturado. Na prática, a prefeitura não possui um mapeamento preciso de onde estão e em que estado se encontram as galerias da cidade.

A auditoria também destacou pontos críticos que colocam a população em risco:

Recomendações Imediatas

O TCE-PI determinou que o município implante, com urgência, sistemas de contenção e sinalização nas proximidades de bocas de lobo e canaletas de grande vazão. O objetivo é evitar que pedestres e veículos sejam arrastados pela correnteza em dias de temporal.

O trabalho, que faz parte do plano de fiscalização estratégica do Tribunal, agora serve como base para que o Ministério Público de Contas (MPC-PI) acompanhe a execução dessas melhorias, sob pena de sanções administrativas aos gestores responsáveis.

Clique aqui para ter acesso ao relatório de auditoria, na íntegra.