O deputado federal Marcelo Castro (PDMB) percorreu o país durante mais de três meses e em agosto de 2015, como relator, apresentou uma proposta de reforma política. Que não avançou na Câmara dos Deputados. Marcelo Castro vai conversar com os deputados estaduais do Piauí sobre os principáis pontos da reforma que tramita no Congresso. Será durante o grande expediente da sessão plenária, agora em abril, em data ainda a ser agendada.
“Somos a favor do melhor sistema que existe no mundo: o sistema misto. E quem diz isso não sou eu, mas os maiores cientistas políticos do mundo... Qualquer sistema tem vantagens e desvantagens, por isso, o melhor é conjugar os dois sistemas. Quando se une os dois, majoritário e distrital , com o proporcional de lista, as deficiências de um são compensadas pelo outro”, avalia o deputado, que voltou a defender urgência na aprovação das mudanças na lei eleitoral, no que se refere à criação de partidos, candidaturas, alianças partidárias.
Segundo ele, o Brasil precisa dessa reforma urgente, embora considere improvável que o Congresso aprove uma reforma que possa valer já para as eleições de 2018. “É muito difícil aprovar (a reforma) para o próximo ano porque é uma renovação muito radical. Mas as grandes autoridades do país estão defendendo esse modelo. É preciso uma transição para um sistema melhor que é o misto”, defendeu.
Sobre o financiamento das campanhas, Marcelo Castro entende que a situação hoje é diferente porque antes havia o financiamento das campanhas por empresas. “Não é possível se fazer uma campanha esperando o dinheiro do povo. Eu me atrevo a dizer que o cidadão tem mais ansiedade de receber dinheiro do político do que oferecer algo a ele. Imagina fazer uma campanha confiado no dinheiro de pessoa física com o conceito que a população tem hoje do político. Agora o Congresso tem uma maior simpatia para aprovar a reforma. Não tem como fazer campanha sem recursos. As empresas financiavam 80% das campanhas. Agora sem dinheiro é difícil fazer a campanha individualizada. Por isso é urgente aprovar uma reforma”, propõe.
A ida de Marcelo Castro à Assembleia Legislativa foi proposta pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Evaldo Gomes (PTC).