As eleições 2016 em Teresina, fizeram com que a câmara municipal se renovasse em 48 % em relação ao quadro de novos vereadores. Apesar da mudança significativa, a participação das mulheres na vida política da casa irá diminuir consideravelmente a partir de 2017, passando de 6 para somente 3 mulheres de um total de 29 vereadores.
Nas últimas eleições, a participação das mulheres na política aumentou em todo o Brasil, reflexo da mudança de paradigmas do eleitorado brasileiro, dando espaço para a escolha de candidatos com novas propostas e respeito à pluralidade de gênero, cultura e ideias. O maior exemplo dessa mudança foi a eleição de Dilma Rousseff, primeira presidenta eleita democraticamente no Brasil, o que motivou as mulheres a tentarem uma candidatura e participarem da vida política do país. Nesse período, referente à eleição de Dilma, o número de mulheres vereadoras em Teresina foi o maior em toda a história da cidade. Apesar de eleita democraticamente, a presidenta foi deposta por um golpe de Estado.
Em Teresina, a partir de 2017, a voz das mulheres na câmara municipal diminuirá, pois somente três candidatas ,de um total de 29 vereadores, foram reeleitas ,são elas: Graça Amorim (PMB), Teresa Brito (PV) e Cida Santiago (PHS), o que demostra que somente 10,35 % da casa será composto por mulheres. Em 2012, o número de vereadoras foi o maior de toda a história de Teresina com 6 mulheres, o que corresponde a 20,7% da câmara, diferente de 2008, quando a participação era de somente 2 vereadoras. O que mais impressiona é que mais da metade do eleitorado de Teresina é composto por mulheres.