O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (20/4) que o Brasil não aceita mais ser visto como um país de “terceiro mundo” ou “em desenvolvimento”. A declaração foi feita durante a abertura do estande brasileiro na Feira de Hannover, na Alemanha, um dos maiores eventos de tecnologia industrial do mundo.
Em seu discurso, o chefe do Executivo destacou que o país busca uma nova posição no cenário internacional e criticou a forma como o Brasil historicamente foi tratado. “Nós estamos falando de um país que cansou de ser pequeno. Um país que cansou de ser um país em vias de desenvolvimento. Um país que cansou de ser tratado como invisível”, afirmou Lula.
Durante a cerimônia, o presidente ressaltou a dimensão econômica e populacional do Brasil, reforçando o potencial do país no cenário global. “Nós somos uma grande nação, temos 215 milhões de habitantes, temos uma economia razoavelmente estável e conquistamos muita credibilidade nos últimos anos”, declarou.
No evento, considerado a principal feira de tecnologia industrial do mundo, o Brasil participa como país parceiro desta edição. Segundo Lula, a presença brasileira representa uma oportunidade estratégica para ampliar a imagem do país como potência econômica. “Nós viemos aqui para mostrar que o Brasil quer se transformar em uma economia rica”, disse.
O presidente também destacou a capacidade tecnológica e industrial do país, citando empresas de grande porte. “Nós temos uma boa base intelectual, nós temos uma boa base tecnológica, nós temos empresas extraordinárias, como a Petrobras, e a Embraer, que é a terceira maior produtora de avião do mundo”, afirmou.
Além disso, o chefe do Planalto ressaltou que a participação brasileira na feira tem como objetivo fortalecer parcerias internacionais e promover intercâmbio tecnológico com outras nações.
Encerrando sua fala, Lula voltou a defender o multilateralismo e alertou para o enfraquecimento do modelo de cooperação global. Ele afirmou que o sistema construído após a Segunda Guerra Mundial está sendo “destruído” e que a harmonia internacional vem sendo “colocada em risco”.