Governo do Piauí decreta regras para servidores durante período eleitoral 2026

Está proibido o uso de bens públicos e propaganda em repartições durante as eleições

O Governo do Piauí publicou o Decreto nº 24.400, que estabelece as regras e determinações obrigatórias para agentes públicos estaduais durante o período eleitoral de 2026. A norma proíbe terminantemente o uso da máquina pública para beneficiar candidatos, incluindo o uso de servidores em campanha durante o expediente, a utilização de bens e serviços do Estado para fins partidários e a realização de publicidade institucional com promoção pessoal de gestores.

As regras valem para toda a administração direta e indireta, atingindo inclusive estagiários e prestadores de serviço sem remuneração. A medida também orienta os órgãos estaduais a adotarem mecanismos de controle interno para garantir o cumprimento das regras e prevenir infrações.

Servidores não podem manifestar preferência política, distribuir material de campanha ("santinhos"), usar vestuário com propaganda eleitoral ou fixar cartazes e adesivos em dependências internas ou veículos oficiais. Também é proibido usar canais oficiais ou o próprio cargo para espalhar mentiras (fake news) sobre candidatos, partidos ou sobre as urnas eletrônicas. O servidor também não pode fazer propaganda para candidatos nas redes sociais durante o seu horário de trabalho.

Nos três meses que antecedem a eleição e até a posse dos eleitos, fica proibido nomear, contratar, demitir sem justa causa, transferir ou exonerar servidores na circunscrição do pleito.

O texto detalha as restrições que devem ser seguidas com rigor para evitar sanções administrativas e eleitorais:

Fiscalização e Punições

O descumprimento dessas normas pode resultar em demissão do servidor e multas pesadas, além de processos de improbidade administrativa. Para os candidatos beneficiados, as infrações podem levar à inelegibilidade ou à cassação do diploma caso sejam eleitos, conforme prevê a Lei das Eleições. O objetivo central é evitar o abuso do poder político e econômico, garantindo que os recursos do Tesouro Estadual não sejam desviados para fortalecer candidaturas ou coligações.

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