Flora propõe debate sobre climatização dos ônibus

A deputada Flora Izabel (PT) propôs hoje (04) a formação de uma força tarefa no âmbito do município

A deputada Flora Izabel (PT) propôs hoje (04) a formação de uma força tarefa no âmbito do município de Teresina, com a presença de técnicos locais e de outros estados, para discutir a problemática do transporte coletivo na capital, principalmente em relação à climatização dos ônibus.

Segundo ela, os ônibus de Picos e de Timon (MA) já adotaram a climatização e não há motivo para que o mesmo sistema não seja implantado na capital. “Nós temos que elogiar as ações governamentais que forem acertadas, mas não podemos deixar de criticar a falta de climatização. Teresina é a capital mais quente do Brasil e isso é um problema de saúde pública, não é conforto e nem luxo”, disse.

Flora acrescentou que as pessoas que precisam do transporte coletivo são obrigadas a esperar debaixo de um sol escaldante, com sensação térmica de até 46 graus. “Não entendo porque a Câmara Municipal não aprovou essa lei que beneficiaria a parcela mais carente da população, esse calor afeta a vida das pessoas e é, repito, uma questão de saúde pública”, afirmou.

Em aparte, o deputado Firmino Paulo (PSDB) esclareceu que a climatização dos ônibus em Teresina será contemplada no plano diretor do transporte público e será implantada paulatinamente, a medida em que os novos ônibus forem sendo introduzidos no sistema. “A vida útil dos ônibus em Teresina é de sete anos e a maioria deles já está nesta faixa de uso. Como exigir que essa frota seja obrigada a colocar ar condicionado se já vão sair de linha? Temos que trabalhar com responsabilidade”, afirmou.

Também em aparte, o deputado Evaldo Gomes (PTC) disse não entender a razão dos vereadores de Teresina, poucos dias após terem rejeitado o projeto da climatização, apresentam outro projeto. “Recentemente fizeram a licitação e não incluiram a climatização. Porque esperar mais um ano, dois anos. Antes da licitação rodavam no sistema 535 ônibus e agora são 467. O que era para melhorar ficou foi pior”, assegurou.