Deputados exigem investigação de denúncia de fraude em assinatura

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Os deputados do Conselho de Ética cobraram uma investigação rigorosa da denúncia de falsificação de assinatura do deputado Vinícius Gurgel (PR/AP) em documento em que ele renunciou como membro do Conselho de Ética para que outro colega, Maurício Quintella (PR/AL), também aliado de Cunha, votasse na sessão que acabou por admitir o processo contra o presidente da Casa, na madrugada de 2 de março.

Seria uma manobra para beneficiar Cunha, rendo em vista que a renúncia e indicação do novo membro impediu que fosse computado o voto do deputado Assis Carvalho (PT/PI), que é suplente, e votou contrário a Cunha.

A possível fraude não altera o resultado do processo, já que Cunha foi derrotado por 11 a 10 com o voto de minerva do presidente do colegiado. Entretanto, se constatada a fraude, os deputados dizem que deverá ser aberta investigação, já que configura quebra de decoro.
A denúncia de falsificação foi publicada, hoje (9), pelo jornal Folha de São Paulo. Segundo o jornal, peritos fizeram o exame grafotécnico e atestaram como falsa a assinatura do deputado Vinícius Gurgel.

O deputado Vinícius Gurgel confirmou ao Conselho que a assinatura é dele e justificou que a assinatura ficou diferente porque havia tomado remédios controlados e bebido, antes de assinar o documento. Segundo Gurgel, como precisava viajar, assinou o documento para que fosse utilizado, caso a votação acontecesse durante a ausência dele.



O deputado Assis Carvalho estranhou que o documento estivesse à disposição e não tenha sido utilizado durante o dia, quando houve sessão do colegiado e Assis votou normalmente. Para Carvalho, a Câmara “tem obrigação de averiguar se as denúncias são verdadeiras ou não. E não tem como não abrir um processo para que seja apurado se houve fraude e para que Gurgel tenha assegurado seu direito de ampla defesa”.

Deputados de diversos partidos, como Marcos Rogério (PDT/RO), relator do processo contra Cunha; Ivan Valente (PSOL/SP), Júlio Delgado (PSB/MG); Sandro Alex (PPS/PR), vice-presidente do conselho, dentre outros, exigiram investigação.