Cunha tranca pauta até STF votar impeachment

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), anunciou na noite de quarta (9) que o plenário da Cas

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), anunciou ontem (9), à noite, que o plenário da Casa cruzará os braços, mesmo diante de projetos essenciais ao ajuste fiscal, até que o Supremo Tribunal Federal decisa sobre o rito do impeachment de Dilma Rousseff (PT).

O ministro Edson Fachin concedeu essa semana liminar que suspende a tramitação do processo de deposição até a próxima quarta (16), quando a Corte discutirá quais normas devem reger o processo de impeachment.

A sessão da Câmara de quarta foi encerrada sem votações. Cunha disse que são os próprios partidos de oposição à Dilma que estão interessados em obstruir os trabalhos, aguardando uma decisão final do STF.

Cunha disse "estranhar" a liminar de Fachin. No entanto, afirmou que "respeita a decisão do STF", embora avalie que ela vai atrasar todos os procedimentos em torno do pedido de impeachment.

O presidente da Câmara informou que enviará nesta quinta-feira (10) as explicações complementares pedidas pela Corte para adiantar o processo, mas apostou que o processo será judicializado.

Segundo informações da Agência Câmara, ele reafirmou que está seguro em relação à correção dos procedimentos adotados na sessão de ontem, quando a votação para eleição dos integrantes da comissão especial foi secreta e os deputados elegeram uma chapa alternativa.